A medição política traz novas diretrizes para o cenário eleitoral sul-matogrossense nesta quarta-feira (23), após declarações do candidato ao Senado Reinaldo Azambuja, filiado ao PL sob o número 222. O político confirmou ter recebido sondagens diretas para integrar uma eventual equipe de transição de um governo federal liderado pelo partido.

A informação foi detalhada durante entrevista ao programa Giro Estadual de Notícias, veículo ligado ao Grupo Feitosa de Comunicação.

O convite partiu de figuras centrais da articulação nacional da legenda, incluindo o próprio candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho, representante do Rio Grande do Norte. Rogério Marinho atua diretamente como coordenador da campanha presidencial do PL.

Segundo o relato do candidato ao Senado, o diálogo envolveu a possibilidade de prestar auxílio estratégico em uma futura mudança de gestão no Palácio do Planalto.

Apesar da proposta para compor os quadros de planejamento federal, Azambuja evitou confirmar qualquer compromisso com futuras pastas ministeriais. O candidato ponderou que o cenário depende exclusivamente da vitória nas urnas e direcionou o foco para a disputa legislativa. A prioridade declarada é ocupar uma cadeira no Congresso Nacional para representar o estado de Mato Grosso do Sul.

Foco na legislatura e no Judiciário

Durante a entrevista transmitida pelas emissoras do interior e pelo canal digital do veículo, o postulante ao Senado estabeleceu sua principal meta para o mandato. Azambuja prometeu formalizar pedidos de impeachment contra magistrados do Supremo Tribunal Federal. Ele citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes como um dos alvos prioritários de sua futura atuação parlamentar.

A estratégia política em torno do nome do candidato também motivou mudanças na agenda oficial da campanha. O político cancelou um compromisso previamente agendado com Flávio Bolsonaro no estado de São Paulo para priorizar a entrevista concedida aos veículos de imprensa regionais.

A decisão reforça a tentativa de manter contato direto com o eleitorado local diante do acirramento da corrida eleitoral.

Críticas à gestão econômica

O discurso do candidato também abrangeu críticas severas à atual administração federal. Azambuja utilizou dados sobre o volume de ministérios, a taxa básica de juros e o montante de gastos públicos para questionar a eficiência da máquina estatal. Os apontamentos serviram para contrapor a gestão vigente aos planos defendidos pelo grupo político ao qual agora está vinculado.

A articulação conduzida por Rogério Marinho demonstra a movimentação interna da legenda para consolidar apoios regionais estratégicos. O senador potiguar tem mantido reuniões com diferentes setores do poder público, incluindo encontros recentes com ministros da mais alta corte do país. A movimentação busca alinhar a base partidária em torno de um projeto unificado para o Executivo e o Legislativo.

O desdobramento concreto dessa articulação depende agora do resultado das urnas no pleito nacional e estadual. Enquanto a coordenação de campanha avalia nomes para compor equipes técnicas e políticas, os candidatos seguem intensificando a campanha nas bases eleitorais. A definição sobre a participação de lideranças regionais na administração federal permanece condicionada ao veredito do eleitorado.

Por Luciana Freitas, direto da redação