A medição política traz novas diretrizes sobre a segurança pública e o combate às facções no Estado. O portal Dourados News deu sequência nesta terça-feira (29/9) a uma rodada de perguntas e respostas com os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.
O questionamento atual aborda a atuação frente ao avanço das organizações criminosas na região de fronteira e em outras localidades sul-mato-grossenses.
O veículo informou que foram convidados os oito candidatos ao cargo executivo para detalhar propostas divididas em nove temáticas ao longo da semana. O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o próximo domingo (4/10), com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro.
Enquanto isso, o Tribunal Regional Eleitoral avança com a preparação das urnas eletrônicas para o pleito.
Estratégias para a faixa de fronteira
Questionados sobre os 1.365 quilômetros de divisa internacional, os candidatos apresentaram diferentes diretrizes administrativas. Jeferson Bezerra (Agir) defende o sufocamento financeiro dos grupos criminosos por meio do confisco imediato de frotas, imóveis e contas bancárias. O candidato também propõe a criação de bases fixas e móveis para o DOF e o Batalhão de Choque, conforme dados divulgados pelo portal organizador.
Por sua vez, Delcidio do Amaral (PRD) apontou déficits operacionais nas corporações e defendeu novos concursos públicos. O candidato afirmou que pretende integrar a tecnologia do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) às forças estaduais e federais.
Já Fabio Trad (PT) propôs a criação de um centro integrado de inteligência unindo esferas estaduais e federais para monitorar a divisa internacional.
Inteligência e valorização profissional
A abordagem baseada em inteligência policial também apareceu nas diretrizes de Lucien Resende (PSOL). O candidato criticou o modelo atual centrado na repressão e defendeu investimentos em formação continuada e saúde mental para os agentes. Segundo o programa apresentado, a cooperação com órgãos internacionais é essencial para combater o crime organizado.
Eduardo Riedel (PP) destacou as ações já em andamento na gestão estadual na área de segurança. O candidato citou a implantação do Plano de Fronteira e a conclusão do LabSejusp para análise de dados. Conforme os registros oficiais apontados, a polícia estadual figura entre as que mais apreendem drogas no país e apresenta índices elevados na solução de homicídios.
Integração institucional e efetivo
João Henrique Catan (Novo) defendeu a união entre segurança, saúde, educação e assistência social nas regiões vulneráveis. O candidato propôs a convocação imediata de 447 policiais civis já habilitados em concursos. Os candidatos Daniel Lemes (PCO) e Economista Renato Gomes (DC) não enviaram respostas aos questionamentos até o fechamento da pauta.
Enquanto o debate político sobre segurança pública mobiliza os eleitores, municípios do interior ajustam serviços essenciais para o período eleitoral e sanitário. Em Dourados, a prefeitura ampliou o horário de atendimento em postos de saúde para reforçar a imunização contra febre amarela e Chikungunya.
O cenário administrativo local equilibra os preparativos logísticos para a votação de domingo e a manutenção dos serviços públicos essenciais.
Por Luciana Freitas, direto da redação




