A medição política traz novas diretrizes para o processo eleitoral deste ano, com foco rigoroso na segurança das seções de votação. Um jovem de 20 anos foi preso em Coxim neste domingo (4) após ser flagrado filmando o momento em que votava na urna eletrônica.
Segundo informações do portal JD1 Notícias, a ocorrência foi registrada durante o policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar em uma escola situada na Rua Joaquim Cardeal de Souza, no Bairro Flávio Garcia. A intervenção começou quando os mesários acionaram os agentes públicos presentes no local.
Os mesários relataram que o eleitor utilizou um aparelho celular dentro da cabina de votação para gravar o ato de escolha dos candidatos. A legislação eleitoral brasileira veda expressamente o porte e o uso de celulares, máquinas fotográficas e equipamentos de comunicação na cabina.
Ação policial e apreensão
Com a denúncia, a equipe policial deslocou-se imediatamente até a seção eleitoral indicada para verificar a situação. Os policiais abordaram o eleitor e encontraram o telefone celular em posse dele.
Questionado pela equipe, o jovem confirmou que realizou a filmagem do seu voto. O presidente da seção e os demais mesários que trabalhavam no local corroboraram o relato, atestando a irregularidade perante os policiais.
Diante da constatação do flagrante, os agentes deram voz de prisão ao eleitor. O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Coxim para os procedimentos legais cabíveis.
O aparelho celular utilizado na gravação foi apreendido pela autoridade policial e passará por perícia técnica. O caso foi registrado formalmente como crime eleitoral voltado à violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
Base legal e resoluções
A proibição do uso de dispositivos eletrônicos no momento da votação está fundamentada na Lei das Eleições, Lei nº 9.504 de 1997. A norma visa resguardar a integridade do processo democrático e a privacidade do voto.
Para o pleito atual, a regra foi detalhada pela Resolução nº 23.759 de 2026, emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral. A determinação reforça a obrigatoriedade de retenção dos aparelhos pelos mesários antes do acesso à cabina.
A Justiça Eleitoral e as forças de segurança mantêm o monitoramento das seções em todo o estado para coibir práticas ilícitas. Novas diretrizes operacionais devem ser aplicadas caso ocorram novas tentativas de burlar o sigilo nas urnas até o encerramento da votação.
Por Luciana Freitas, direto da redação




