A medição política traz novas diretrizes para o debate eleitoral em Mato Grosso do Sul com a participação do candidato Lucien Rezende (PSOL) no programa de entrevistas Frente a Frente – Eleições 2026.

O postulante ao governo estadual encerrou a rodada de sabatinas abordando temas centrais como a preservação ambiental, o direcionamento de recursos públicos e a ampliação de políticas voltadas ao setor social. Segundo dados divulgados pelo veículo JD1 Notícias, o candidato defendeu uma gestão mais próxima das demandas populares e a alteração na lógica de distribuição de privilégios econômicos.

Durante a sabatina, o tema ambiental ganhou destaque com questionamentos sobre a atuação de mineradoras na região de Corumbá e os reflexos no Pantanal. Lucien Rezende afirmou que adotaria a suspensão temporária das atividades de mineração caso novos estudos comprovem riscos iminentes aos recursos hídricos e à integridade ecológica local.

Conforme informações publicadas pelo JD1 Notícias, o candidato apontou a necessidade de maior transparência e fiscalização rigorosa sobre as empresas instaladas no território pantaneiro.

Fiscalização e amparo aos trabalhadores

Questionado sobre os eventuais impactos na empregabilidade decorrentes de uma paralisação no setor extrativo, o candidato sustentou que a preservação do meio ambiente deve prevalecer sobre o lucro corporativo.

De acordo com o registro do JD1 Notícias, Rezende garantiu que os trabalhadores atingidos receberiam amparo estatal, mas enfatizou que a degradação ambiental não pode continuar avançando sem o devido controle do poder público. O político também relacionou o cenário atual de queimadas e degradação a fatores climáticos e à pressão de atividades industriais na planície pantaneira.

O debate econômico também abordou o assoreamento do rio Taquari, problema histórico na infraestrutura ambiental do Estado. Respondendo aos questionamentos do SBT MS, o candidato defendeu a realização de levantamentos técnicos em parceria com o governo federal e criticou a ineficiência na cobrança de multas aplicadas pela Polícia Militar Ambiental.

Segundo o relato do candidato reproduzido na imprensa, as autuações frequentemente esbarram em interferências políticas que impedem a efetiva punição dos infratores.

Revisão de incentivos fiscais

No campo das finanças públicas, o candidato do PSOL apontou falhas na gestão orçamentária atual e criticou o volume de renúncias fiscais concedidas a grandes empresas. Com base em informações do jornal Correio do Estado, Rezende argumentou que o Estado vive um momento de restrição fiscal sem a entrega de obras estruturantes de longo prazo.

O político citou o setor de celulose e o município de Ribas do Rio Pardo como exemplos onde a concessão de incentivos milionários carece de contrapartidas sociais efetivas para a população.

A proposta central apresentada pelo candidato consiste em condicionar os benefícios tributários a investimentos diretos nas áreas de saúde e educação.

Conforme os dados levantados pelo Correio do Estado, o volume de isenções fiscais concedidas pelo governo estadual tem crescido expressivamente ao longo dos últimos anos, o que motivou a promessa de renegociação dos contratos com multinacionais instaladas no território sul-mato-grossense.

Contexto regional e climático

A discussão sobre o desenvolvimento econômico do Estado ocorre em meio a mudanças nas condições meteorológicas e regionais. Conforme dados divulgados pelo Portal de Notícias Campo Grande News, a chegada de uma nova frente fria altera o clima em Mato Grosso do Sul, com previsão de queda acentuada nas temperaturas e risco de tempestades com ventos intensos em várias regiões.

A transição climática coincide com o avanço da agenda de debates eleitorais, que também mobiliza municípios do interior com propostas voltadas à infraestrutura regional e à representatividade local, a exemplo das discussões levantadas por candidatos na região do Bolsão, conforme relatado pelo portal RCN67.

Os desdobramentos da sabatina incorporam-se agora ao calendário oficial da Justiça Eleitoral, enquanto as coligações ajustam as estratégias de campanha para a reta final do pleito em Mato Grosso do Sul.

Por Luciana Freitas, direto da redação