A medição política traz novas diretrizes para a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras com a escolha do escritor Pedro Chaves dos Santos Filho para o cargo máximo da instituição. A votação ocorreu na última quinta-feira, segundo informações divulgadas pelo portal Diário Digital e confirmadas pelo portal Campo Grande News.

Os acadêmicos compareceram presencialmente à sede da entidade, localizada em Campo Grande, para definir a nova gestão que abrangerá o período de 2026 a 2029.

O novo dirigente ocupa atualmente a cadeira 19 da Academia e sucede Henrique Alberto de Medeiros Filho, que comandou a casa cultural nos últimos nove anos. Conforme dados do portal JD1 Notícias, a solenidade de posse está agendada para o próximo dia 30 de outubro, no auditório da própria instituição na capital sul-mato-grossense.

Composição da diretoria

A chapa eleita para conduzir a entidade conta com Marisa Serrano na vice-presidência e Lucilene Machado como secretária-geral. A estrutura administrativa também inclui Sérgio Manoel da Cruz no cargo de secretário, além de Samuel Medeiros como primeiro tesoureiro e Américo Calheiros como segundo tesoureiro.

Fundada originariamente em dezembro de 1971 como Academia de Letras e História de Campo Grande, a instituição adotou a denominação atual no final de 1978, pouco antes da instalação oficial do Estado de Mato Grosso do Sul. A entidade é estruturada em 40 cadeiras, inspirando-se no modelo da Academia Brasileira de Letras.

Atualmente, o quadro conta com duas vagas em aberto, correspondentes às cadeiras ocupadas historicamente por Manoel de Barros e Guimarães Rocha.

Atuação cultural e histórica

Ao longo de sua trajetória, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras consolidou-se como um polo de preservação da língua portuguesa e de fomento às artes. Documentos oficiais da instituição indicam que por suas cadeiras passaram nomes fundamentais para a história regional, a exemplo de Wilson Barbosa Martins, Hildebrando Campestrini e Raquel Naveira.

A agenda da casa inclui iniciativas tradicionais como o Concurso de Contos Ulisses Serra e o Concurso de Poesias Oliva Enciso. A programação regular abrange ainda o Chá Acadêmico, encontros de rodas literárias e o projeto Leituras e Conversas.

Manutenção de projetos

Entre as publicações mantidas pela entidade destaca-se o Suplemento Cultural, apontado como o caderno literário de circulação ininterrupta mais antigo do país. A instituição também edita periodicamente a Revista da ASL para registrar a produção artística e ensaística local.

Com a transição de comando definida para o final de outubro, a gestão recém-eleita herda a responsabilidade de dar continuidade aos programas de difusão literária e à preservação do acervo bibliográfico mantido na sede em Campo Grande.

Por Luciana Freitas, direto da redação