A medição política traz novas diretrizes sobre a infraestrutura urbana em Três Lagoas após cobranças formais apresentadas na Câmara Municipal. O vereador Ademir Santos relatou problemas de desnível em tampas de rede de esgoto localizadas em vias que receberam serviços recentes de pavimentação e recapeamento asfáltico.

A reclamação aponta que a diferença de altura entre a pista e os dispositivos de saneamento chega a aproximadamente 30 centímetros em determinados pontos da cidade.

Segundo dados divulgados pelo Portal RCN67, a situação afeta diretamente a segurança viária e tem gerado queixas de motoristas e trabalhadores que utilizam o sistema rodoviário urbano. O parlamentar destacou que condutores de motocicletas, motoboys e entregadores enfrentam riscos cotidianos ao trafegar por trechos onde os poços de visita ficaram abaixo da superfície do pavimento.

Cobrança de providências

Para solucionar o impasse, o vereador apresentou uma indicação oficial direcionada à Secretaria Municipal de Obras. O documento solicita que a pasta atue em conjunto com a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul para vistoriar os locais afetados e executar os reparos necessários. A medida busca padronizar a altura das tampas com o nível da pista.

Além dos dispositivos de esgoto, o parlamentar chamou atenção para os cortes abertos no asfalto para manutenções nas redes de água. Conforme relatado pelo vereador, a recomposição inadequada do solo e a falta de compactação geram valetas que comprometem a fluidez e a segurança do trânsito.

A cobrança envolve fiscalização mais rigorosa sobre os trechos que passam por intervenções de infraestrutura.

Demanda por fiscalização

O tema da qualidade dos serviços públicos de transporte e trânsito tem mobilizado órgãos de controle em diferentes regiões do estado. Em Campo Grande, relatórios recentes sobre o transporte coletivo apontaram falhas operacionais na execução de viagens por concessionárias locais.

No âmbito municipal de Três Lagoas, a atenção se volta para a integridade da malha viária urbana e para a prevenção de acidentes.

O desdobramento concreto da cobrança legislativa depende agora de um cronograma técnico a ser definido pelo poder executivo municipal e pela concessionária de saneamento. A expectativa é que as equipes de manutenção priorizem os trechos com maior fluxo de veículos de duas rodas para mitigar os riscos apontados pelo relatório parlamentar.

Por Luciana Freitas, direto da redação