A medição política traz novas diretrizes para a infraestrutura urbana e viária do município. Durante a sessão da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (22), o vereador Adriano César Rodrigues cobrou formalmente a reinstalação de radares de controle de velocidade em trechos estratégicos das rodovias federais que cortam Três Lagoas, conforme registros da imprensa local publicados pelo Portal de Notícias.

A principal preocupação manifestada pelo parlamentar concentra-se na BR-262, com ênfase na região que compreende a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o acesso ao Distrito Industrial local. Segundo os dados apresentados pelo vereador, o radar dotado de display digital que exibia a velocidade aos motoristas nas imediações do campus universitário foi removido recentemente.

O parlamentar argumenta que o trecho apresenta riscos elevados para a circulação diária. A via registra fluxo intenso de veículos de carga, trabalhadores, estudantes e pedestres que transitam pelo local.

Além do ponto universitário, a cobrança legislativa abrangeu a retirada de outro equipamento fiscalizador nas proximidades do monumento do Cristo, situado na região do cruzamento com a Havan. Conforme o relato do vereador, a ausência do dispositivo resulta em tráfego em alta velocidade quando o semáforo se encontra aberto para o fluxo principal.

Diante do cenário, o parlamentar afirmou ter acionado o diretor regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, identificado como Marinho, para verificar a viabilidade técnica da reinstalação dos instrumentos eletrônicos de fiscalização. A medida busca conter o excesso de velocidade nos perímetros urbanizados das rodovias federais.

Estudos viários e segurança

Para além da cobrança dos radares, o vereador defende a realização de um estudo técnico aprofundado para modificar o acesso à UFMS e ao Parque Industrial. Entre as alternativas debatidas pelo parlamentar está a construção de uma rotatória e a reformulação da sinalização viária no trecho.

Segundo a manifestação registrada na tribuna da Câmara Municipal, a colocação exclusiva de radares já não atende plenamente às demandas do local. O parlamentar pontua que o planejamento urbano exige intervenções estruturais definitivas para assegurar a integridade física de quem transita pela área.

A discussão sobre segurança viária ganha relevância diante de ocorrências registradas na malha rodoviária regional. Recentemente, um acidente na BR-158 resultou em três mortes após colisão frontal entre um automóvel e uma carreta durante forte chuva nas proximidades do rio Sucuriú, conforme informações divulgadas pelo portal Diário Digital.

A dinâmica do tráfego rodoviário em Três Lagoas também é afetada por iniciativas de capacitação e movimentação econômica na região. A empresa Arauco abriu inscrições para o programa de formação de motoristas para a categoria E, com capacitação gratuita e oferta de bolsa-bônus, cujas inscrições presenciais ocorrem no início de outubro, segundo dados publicados pelo Portal Perfil News.

Impacto administrativo

No âmbito dos serviços públicos municipais, a Casa do Trabalhador de Três Lagoas informou a disponibilidade de 270 vagas de emprego em seu boletim diário de atendimento. O órgão municipal mantém o atendimento presencial ao público no horário das 7h às 17h, sem interrupção para o intervalo de almoço.

As demandas por infraestrutura urbana coincidem com a modernização de trâmites burocráticos na administração pública estadual. A partir desta quarta-feira (23), o sistema eproc do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul passou a integrar o recebimento de processos cíveis em três comarcas do estado, incluindo Três Lagoas, além de Dourados e Corumbá, conforme dados do portal A Crítica de Campo Grande.

A cobrança pelas melhorias viárias segue agora em tramitação nos órgãos federais competentes. O desdobramento prático depende de uma avaliação técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes quanto ao retorno dos equipamentos e à viabilidade de novas obras de engenharia de tráfego.

Por Luciana Freitas, direto da redação