A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão preventiva de um advogado de 47 anos, efetuada na manhã desta quinta-feira (24), em Campo Grande, por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O mandado foi cumprido por agentes da Seção de Investigação Geral da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, conforme dados divulgados pelo Portal de Notícias.
A ação policial integrou a Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O esforço concentrado busca intensificar a repressão a crimes de gênero e assegurar o cumprimento de determinações judiciais voltadas à salvaguarda de vítimas em situação de vulnerabilidade.
Histórico de agressões e medidas cautelares
Conforme os registros que subsidiaram a ordem de prisão, o investigado e a vítima mantiveram união por aproximadamente oito anos, período em que tiveram duas filhas. Autos da investigação apontam que, em uma das ocorrências, a mulher foi esganada enquanto segurava no colo uma criança de 11 meses.
O impacto da violência física fez com que a bebê caísse ao chão, enquanto a mãe sofreu lesão em um dos dedos da mão esquerda. Esse episódio inicial motivou a concessão das primeiras medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
Apesar das restrições impostas pela Justiça, a mulher procurou novamente a delegacia em 1º de abril de 2024 para denunciar novos episódios de violência. Na ocasião, o relato policial indicou que ela sofreu empurrões, novas esganaduras e torção no dedo da mão esquerda, gerando reincidência de lesão corporal.
Investigação de crimes conexos e monitoramento
O inquérito policial incorporou registros posteriores que apontam indícios da prática de crimes como difamação, injúria, perseguição e violência psicológica. Documentos oficiais detalham que o descumprimento das ordens judiciais de afastamento se manteve de forma recorrente ao longo dos meses.
Novas medidas protetivas foram deferidas em fevereiro de 2025, estabelecendo restrições rigorosas de aproximação e contato com a vítima e seus familiares. Diante da persistência das violações relatadas aos órgãos de segurança, o Poder Judiciário determinou também a aplicação de monitoramento eletrônico ao suspeito.
A decisão que decretou a custódia preventiva ponderou a gravidade concreta das condutas atribuídas ao advogado. O magistrado destacou a progressiva escalada de violência e o fato de o investigado ter continuado a descumprir as ordens mesmo após a instalação da tornozeleira eletrônica.
Garantia da ordem pública
A fundamentação jurídica da prisão apontou a necessidade imperativa de resguardar a ordem pública e assegurar a eficácia das medidas protetivas em vigor. Autoridades policiais reforçam que o desrespeito a ordens judiciais voltadas à proteção de mulheres atrai respostas enérgicas do sistema de justiça criminal.
Casos de violência e descumprimento de medidas cautelares mantêm os órgãos de segurança em alerta em todo o estado. Em ocorrências recentes registradas em municípios sul-mato-grossenses, a atuação integrada entre forças policiais e a mobilização de moradores têm resultado em flagrantes e prisões de suspeitos de crimes contra grupos vulneráveis, conforme dados de veículos locais como o portal A Crítica.
O investigado permanece à disposição do Poder Judiciário na capital, onde passará por audiência de custódia e trâmites processuais subsequentes. A Polícia Civil informou que o inquérito policial será concluído nos prazos legais para encaminhamento ao Ministério Público.
Por Rafael Dumas, direto da redação



