A investigação revela novos desdobramentos sobre o caso de uma lactente que chegou morta a uma Unidade de Pronto Atendimento em Corumbá, conforme dados divulgados pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O caso ocorreu nesta terça-feira, quando a mãe levou a criança em busca de socorro médico urgente.
A menina, com dois meses e treze dias de vida, já apresentava sinais cadavéricos evidentes no momento em que cruzou as portas da unidade de saúde. Segundo o registro policial, a equipe de enfermagem realizou o atendimento imediato e encaminhou a paciente para a sala de emergência.
Os médicos plantonistas constataram o óbito logo após os procedimentos iniciais de reanimação. Diante do estado físico da criança, a direção da unidade acionou os órgãos de segurança pública para acompanhar a ocorrência.
Detalhes do atendimento
Conforme os relatos obtidos pela polícia, a mãe chegou ao local desesperada, afirmando que a filha havia parado de respirar. O pai da criança não estava presente na unidade durante o atendimento inicial prestado à vítima.
Durante a avaliação preliminar realizada no local, a equipe médica observou que a roupa da bebê trazia uma mancha de sangue de proporções reduzidas. A inspeção corporal, no entanto, não identificou ferimentos abertos ou marcas evidentes de agressão física externa.
Os profissionais também constataram que a fralda utilizada pela criança continha fezes em estado seco. Esses elementos iniciais passaram a integrar o escopo das diligências conduzidas pelos investigadores.
Depoimento e linha investigativa
Em seu depoimento prestado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, a mãe apresentou sua versão sobre os momentos que antecederam o socorro. Ela relatou ter amamentado a filha por volta das cinco horas da manhã.
A mulher explicou aos investigadores que a residência sofreu uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. Por causa dessa situação, ela afirmou ter saído de casa para pedir auxílio a um vizinho.
Sempre segundo o relato oficial registrado pela polícia, a mãe encontrou a filha desacordada assim que retornou ao interior do imóvel. Foi nesse momento que ela decidiu buscar o atendimento médico na unidade de pronto atendimento.
Próximos passos da apuração
O caso foi formalmente registrado e autuado para apurar a hipótese de maus-tratos seguidos de morte. A autoridade policial responsável conduziu a oitiva da mãe e determinou a audição de testemunhas nas próximas etapas.
Peritos criminais e investigadores buscam agora cruzar os depoimentos prestados com os laudos técnicos que serão emitidos pelo Instituto Médico Legal. As diligências continuam em andamento na delegacia do município para esclarecer todas as responsabilidades.
Por Rafael Dumas, direto da redação
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