A investigação revela novos desdobramentos sobre um atentado a tiros ocorrido na noite de sexta-feira, dia 25 de setembro, no Parque das Nações II, em Dourados. Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Militar sob a acusação de tentativa de homicídio.

A ocorrência mobilizou equipes de segurança após disparos de arma de fogo serem efetuados contra um grupo de moradores na Rua Antônio Pedro dos Santos.

Conforme o registro policial, o crime aconteceu por volta das 18h15. Matheus de Souza Gaúna, de 27 anos, estava sentado em frente a um imóvel acompanhado por outras duas pessoas. Nesse momento, um veículo modelo Volkswagen Gol parou na via pública.

O passageiro desembarcou do automóvel e iniciou os disparos na direção do grupo. As vítimas conseguiram correr para se proteger e ninguém ficou ferido. Logo após os tiros, o atirador retornou ao carro e fugiu do local.

Diligências e localização

A Polícia Militar foi acionada imediatamente para atender a ocorrência. Uma testemunha relatou aos policiais que um dos suspeitos seria Leones Cáceres Quintana, de 24 anos. A motivação apontada para o ataque seria uma vingança pela morte do irmão de Leones, Leandro Cáceres Quintana, ocorrida em janeiro deste ano.

De acordo com as apurações policiais da época, Matheus de Souza Gaúna é apontado como o autor do homicídio de Leandro. Aquele crime aconteceu em uma barbearia no Jardim Márcia e teve como origem uma desavença antiga ligada a um conflito entre famílias.

Com base nas informações colhidas no local, equipes da Força Tática iniciaram diligências pela região. Os policiais localizaram um endereço na Rua Arthur Ferreira Pinto, no Jardim Canaã IV. No interior da residência, os militares encontraram Leones e o morador do imóvel, Michael Nunes Antunes, de 28 anos.

Apreensão de arma

Durante as buscas realizadas na casa, a polícia encontrou uma pistola calibre 9 milímetros. A arma estava escondida dentro de um cesto de roupas sujas. O material apreendido incluía um carregador e 22 munições, sendo que seis delas já haviam sido deflagradas.

Questionado pelas equipes policiais, Michael assumiu a propriedade da pistola. Ele alegou que utilizava o armamento para defesa pessoal devido a supostas ameaças de morte que vinha recebendo. Ambos os suspeitos negaram qualquer participação na tentativa de homicídio registrada no Parque das Nações II.

Apesar da negativa, uma testemunha reconheceu os dois homens como os autores do ataque. Diante das evidências e do reconhecimento, a dupla recebeu voz de prisão ainda no local.

Desdobramentos legais

Os suspeitos foram conduzidos por policiais militares até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário. Na unidade policial, a autoridade competente lavrou o auto de prisão em flagrante pelos crimes apurados. A arma e as munições apreendidas foram entregues à polícia judiciária para perícia técnica.

O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do atentado e a participação de cada envolvido.

Por Rafael Dumas, direto da redação