O corpo foi descoberto por um pescador que passava entre a sexta e a sétima linha, no distrito de Culturama. O trabalhador acionou imediatamente as autoridades de segurança pública ao deparar-se com a situação na água.

A ocorrência mobilizou equipes integradas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Os bombeiros empregaram uma embarcação específica para realizar a retirada do corpo do leito do rio.

Conhecido na região pelo apelido de Marrom, o empresário residia com a irmã na Vila Cuiabá, localizada no município de Dourados. Familiares relataram aos investigadores que viram Adriano pela última vez na manhã de segunda-feira (28).

Reconhecimento oficial e exames

Diante da ausência prolongada, a irmã do empresário procurou uma delegacia de polícia ainda na terça-feira para registrar o desaparecimento. Pouco depois, o reconhecimento formal foi realizado por familiares e amigos que compareceram aos órgãos competentes.

Segundo o delegado Cristiano André Hein, responsável pelas diligências iniciais da Polícia Civil, a avaliação externa preliminar não apontou lesões aparentes no corpo. Apesar disso, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames periciais detalhados.

Os laudos do IML serão fundamentais para determinar a causa científica da morte. A equipe técnica trabalha na análise dos tecidos para confirmar se houve afogamento ou se outros fatores contribuíram para o óbito.

Lacunas na investigação

As autoridades ainda tentam reconstituir os passos finais de Adriano antes de sua chegada ao curso d'água. Não há registros conclusivos sobre o ponto exato onde o empresário teria entrado no rio ou a forma como se deslocou até a zona rural de Fátima do Sul.

Em ocorrências de localização de cadáver em áreas abertas do estado, a identificação rápida costuma esbarrar na falta de testemunhas presenciais.

No caso em questão, a rápida mobilização da família permitiu o reconhecimento célere da vítima, diferenciando o episódio de ocorrências anônimas registradas em outras regiões, a exemplo de investigações sobre corpos não identificados em terrenos baldios urbanos reportadas recentemente em áreas de Campo Grande.

A Polícia Civil mantém abertas todas as frentes de investigação para descartar eventuais indícios de violência. Novas oitivas com amigos e conhecidos devem ocorrer nos próximos dias para mapear a rotina recente do empresário.

Por Rafael Dumas, direto da redação