A investigação revela novos desdobramentos sobre a segurança na educação infantil após autoridades deflagrarem a Operação Amparo na manhã desta quarta-feira. A ação coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina e pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça mira uma creche particular do município.
O inquérito policial foi instaurado após o recebimento de denúncias formais sobre agressões físicas e psicológicas contra menores matriculados na instituição. Segundo dados da Polícia Civil, o objetivo imediato é apurar a responsabilidade sobre episódios de violência e a possível omissão na comunicação desses atos.
Coleta de depoimentos e provas
Durante a fase prévia de apuração, a equipe policial colheu depoimentos de mães, ex-funcionárias e testemunhas com conhecimento direto da rotina do estabelecimento. No total, trinta pessoas já foram ouvidas formalmente no âmbito do inquérito.
Além dos testemunhos, a investigação reuniu fotografias, vídeos e documentos que compõem o material probatório em análise. Segundo o Portal de Notícias, autoridades policiais reforçaram o pedido para que outros responsáveis legais entreguem registros visuais que possam colaborar com a elucidação dos fatos.
Uso de borrifador e castigos
Entre os registros audiovisuais analisados pela polícia, destaca-se um vídeo no qual a responsável pelo local supostamente utiliza um borrifador contra uma criança. Nas imagens, conforme o apurado, a suspeita também determina que o aluno vá dormir.
As autoridades ainda apuram a natureza exata da substância contida no recipiente utilizado durante a abordagem. Os relatos reunidos até o momento também mencionam episódios recorrentes de castigos físicos e imposição de sofrimento psicológico aos menores.
Medidas cautelares do Judiciário
Diante dos indícios levantados na fase inicial, a Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram medidas cautelares urgentes ao Poder Judiciário local. Os pedidos incluíram mandados de busca e apreensão direcionados aos endereços de duas investigadas e à sede da creche.
A Justiça deferiu integralmente as solicitações das autoridades, incluindo a suspensão imediata das atividades da proprietária como cuidadora infantil. A medida proíbe que ela exerça a função tanto na creche quanto em sua residência até a conclusão das investigações.
Apreensões e suporte técnico
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, as equipes policiais apreenderam dois aparelhos celulares pertencentes aos alvos e farta documentação impressa. Os materiais serão periciados para a extração de dados que possam detalhar a dinâmica das ocorrências.
A operação contou com o apoio ostensivo da Polícia Militar local e suporte técnico da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O nome da operação faz referência direta à proteção de indivíduos em situação de vulnerabilidade.
As diligências prosseguem nos próximos dias com a análise do material apreendido e a oitiva de novas testemunhas. A Polícia Civil informou que o inquérito tramita em sigilo para preservar a integridade física e psicológica das crianças envolvidas.
Por Rafael Dumas, direto da redação



