Equipes do Gaeco, com o apoio tático do Batalhão de Choque da Polícia Militar, cumpriram mandados em diferentes endereços residenciais na Capital. Uma viatura foi posicionada em frente à residência do investigado no bairro Carandá Bosque, enquanto outra equipe atuou no Condomínio Jatobá, situado nas proximidades do Shopping Campo Grande.

As ordens judiciais alcançam unidades sensíveis da segurança pública estadual. Segundo dados apurados pelo Coxim Agora, os alvos incluem delegacias onde os investigados passaram ao longo de suas carreiras na instituição, com reflexos em unidades especializadas.

Diligências foram registradas na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos e também em endereços ligados a servidores lotados na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa. Há registros de atuação policial ainda na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

Histórico profissional

O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa possui trajetória de duas décadas na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Em 2015, atuava como plantonista na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Vila Piratininga, em Campo Grande.

A partir de 2019, o servidor passou a integrar a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico, onde posteriormente assumiu a titularidade. Nessa função, comandou operações de combate ao tráfico e apreensões expressivas de entorpecentes até fevereiro de 2026.

Naquele mês, deixou a chefia da Denar para assumir o comando da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros. A permanência na unidade especializada durou quatro meses, quando foi transferido em junho para a 6ª Delegacia de Polícia Civil, na região urbana das Moreninhas.

Atuação integrada

As investigações que culminaram na prisão desta quinta-feira envolvem apurações sobre a conduta de agentes públicos. Fontes policiais indicam que parte dos investigados teve passagens anteriores pela Denar antes de serem lotados em outras delegacias da Capital.

A operação ocorre em meio a outras movimentações no sistema de segurança e justiça do Estado. O Ministério Público acompanha desdobramentos de grande repercussão no sistema penitenciário federal sediado em Campo Grande, conforme relata o portal RCN67 em cobertura paralela sobre custodiados de alta periculosidade.

A Prefeitura de Campo Grande também executa frentes paralelas de obras viárias na cidade, conforme detalha o jornal A Crítica de Campo Grande, embora sem relação direta com a operação policial em curso.

As autoridades de segurança pública de Mato Grosso do Sul ainda não detalharam oficialmente o número total de mandados cumpridos, a quantidade exata de alvos ou os crimes específicos atribuídos a cada investigado.

Até o momento, os órgãos responsáveis pela investigação mantêm sigilo sobre os próximos passos processuais. A reportagem acompanha o desenrolar da ocorrência junto às autoridades competentes para atualização dos dados oficiais.

Por Rafael Dumas, direto da redação