A investigação revela novos desdobramentos sobre a suspeita de envolvimento de policiais civis com o narcotráfico em Mato Grosso do Sul. O delegado Hoffman D'Ávila é procurado pelas autoridades na operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (24) em Campo Grande, conforme apuração do portal Campo Grande News.
Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumprem mandados em diferentes endereços estratégicos da Capital. As diligências alcançam tanto residências de investigados quanto unidades policiais onde os suspeitos exercem suas funções.
O apoio operacional conta com a participação do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Viagens e bloqueios foram montados em pontos específicos, incluindo o Condomínio Jatobá, situado nas proximidades de um centro comercial da cidade, e na residência do delegado localizada no bairro Carandá Bosque.
Histórico nas delegacias especializadas
Informações preliminares obtidas pelo Campo Grande News indicam que os policiais civis alvos da investigação acumulam passagens pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A movimentação atual atinge servidores lotados em diferentes órgãos de segurança da Capital.
As equipes de fiscalização e cumprimento de mandados também se deslocaram para a Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos). Há registros da presença dos agentes em unidades como a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) e a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
A trajetória profissional de Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa na Polícia Civil sul-mato-grossense inclui passagens por setores de relevância no combate à criminalidade. Em 2015, o delegado atuava como plantonista na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.
Atuação e mudanças de lotação
A partir de 2019, o investigado passou a integrar a equipe da Denar, onde posteriormente assumiu a titularidade da delegacia especializada. Nessa função, comandou operações de combate ao tráfico e apreensões expressivas de entorpecentes até fevereiro de 2026.
Após deixar o comando do narcotráfico, o delegado assumiu o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Cerca de quatro meses mais tarde, em junho, ele foi transferido para a titularidade da 6ª Delegacia de Polícia Civil, localizada na região das Moreninhas.
Até o momento, os órgãos responsáveis pela investigação não divulgaram um balanço oficial consolidado. A quantia exata de mandados cumpridos, o número de alvos identificados e a natureza detalhada dos crimes apurados permanecem sob sigilo técnico das autoridades competentes.
A reportagem acompanha o desdobramento da operação em tempo real. Os órgãos de segurança pública e o Ministério Público devem emitir notas oficiais nas próximas horas para esclarecer o alcance das medidas cautelares cumpridas na Capital.
Por Rafael Dumas, direto da redação



