A investigação revela novos desdobramentos sobre a Operação Infiltrados, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul. O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico, não foi localizado pelas equipes policiais nesta quinta-feira (24).

O mandado de prisão expedido contra o policial civil segue em aberto, segundo as autoridades encarregadas do caso. Ele é apontado como suspeito de participar de um esquema criminoso voltado ao desvio de drogas apreendidas, com foco principal em cargas de cocaína.

As equipes do Gaeco compareceram à residência do investigado, situada no bairro Carandá Bosque, na capital sul-matogrossense, por volta das 5h da manhã. A diligência contou com o acompanhamento oficial de representantes da própria Polícia Civil para o cumprimento simultâneo de ordens de busca, apreensão e captura.

Diligências e imagens de segurança

Como o suspeito não foi encontrado no imóvel durante a ação matutina, os investigadores iniciaram diligências complementares para esclarecer o paradeiro do ex-chefe da Denar. O órgão de persecução penal busca agora imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações da residência.

O objetivo do levantamento visual é determinar o horário exato em que o delegado deixou o local e identificar eventuais movimentações atípicas durante a madrugada. A polícia também apura a hipótese de o alvo ter recebido informações prévias sobre a deflagração da operação de segurança.

Até o momento da última atualização oficial divulgada pelo Gaeco, não há confirmação concreta de que o suspeito tenha cruzado fronteiras ou empreendido fuga definitiva para evadir-se da aplicação da lei.

Contato da defesa e desdobramentos

Durante a execução das ordens judiciais no endereço, o advogado Amilton Ferreira de Almeida esteve em contato remoto com o cliente por meio de uma chamada de vídeo. Em declaração concedida ao portal Campo Grande News, o defensor limitou-se a confirmar que diligências de busca ocorriam no local.

Os autos reunidos pelo Ministério Público até o momento ainda não detalham minuciosamente a conduta específica atribuída a Hoffman D’Ávila dentro da teia de corrupção investigada. As autoridades continuam as diligências ininterruptas para cumprir o mandado judicial pendente e formalizar a prisão preventiva do suspeito.

Por Rafael Dumas, direto da redação