O cenário econômico mostra sinais de forte movimentação no mercado de trabalho de Campo Grande. A capital sul-matogrossense encerrou o segundo trimestre com uma retração de 27,3% no contingente de pessoas desocupadas.
Os dados foram publicados no 58º Boletim Econômico de Campo Grande. A taxa de desocupação recuou de 4,3% para 3,1% no intervalo de um ano.
Em termos absolutos, o total de cidadãos sem ocupação caiu de aproximadamente 22 mil para 16 mil. Com esse patamar, a cidade figurou entre as capitais com menor índice de desocupação do país no período.
Retração na subutilização
Outro indicador que apresentou melhora expressiva foi a taxa de subutilização da força de trabalho. Esse índice engloba os trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas ou que estão fora do mercado por desalento.
O indicador passou de 8,2% para 5,1% em um ano. Em números reais, o grupo de pessoas subutilizadas na economia local despencou de 43 mil para 26 mil.
A melhora na absorção de mão de obra reflete diretamente no orçamento das famílias. Menos pessoas dependendo de redes de apoio significa maior circulação de renda nos comércios locais.
Expansão dos vínculos formais
O mercado formal também acompanhou essa trajetória de alta na geração de postos de trabalho. A cidade acumulou um saldo positivo de 3.772 empregos com carteira assinada entre janeiro e agosto, conforme os registros do Novo Caged.
O setor de serviços liderou a criação de novas vagas ao registrar 2.617 postos abertos. Na sequência, a construção civil apareceu como o segundo principal motor de contratações, com 1.357 novas oportunidades.
Com esses resultados mensais, Campo Grande alcançou a marca de 236.926 vínculos formais ativos no mês de agosto. O volume representa uma expansão de 23,36% na comparação com o patamar registrado em dezembro de 2019.
Reflexos no crédito e consumo
Para os analistas econômicos, a consistência na abertura de postos formais fortalece a concessão de crédito no sistema financeiro local. Bancos e instituições financeiras encontram menor inadimplência quando a base de trabalhadores empregados se mantém estável.
O comércio varejista da capital tende a absorver o impacto positivo dessa massa salarial ampliada. O aumento do emprego formal garante previsibilidade para o planejamento financeiro das empresas da região nos próximos meses.
Por Camila Rocha, direto da redação


