A condutora do veículo que colidiu violentamente contra um ônibus municipal em Los Angeles foi formalmente acusada de homicídio de segundo grau. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo gabinete do promotor público do condado de Los Angeles.

Bailee Lynn Rios, de 36 anos, foi presa um dia após o impacto na região de Chatsworth, situada no vale de San Fernando.

A investigação aponta que a motorista conduzia uma picape Ford Expedition na contramão de uma via movimentada. Ela desrespeitou o sinal vermelho, colidiu com um automóvel e atingiu em cheio o transporte público. O impacto projetou passageiros para fora do veículo e deixou a dianteira do utilitário totalmente cravada na estrutura do coletivo.

O promotor Nathan Hochman classificou o episódio como evitável e confirmou que a acusada responderá por duas acusações de homicídio doloso, além de dirigir sob efeito de substâncias e condução imprudente. A pena máxima prevista para os crimes pode chegar à prisão perpétua. O caso também ganhou repercussão internacional devido a um desdobramento que ocorreu durante o atendimento à ocorrência.

Desdobramentos da tragédia

Enquanto equipes de socorro prestavam atendimento no local, um helicóptero de imprensa que cobria o acidente caiu nas proximidades. A aeronave perdeu altitude repentinamente e despencou sobre dois contêineres de armazenamento. O acidente aéreo resultou na morte da repórter Eliana Moreno, do piloto George Marciniw e de um pedestre identificado como Edy Gutierrez Mejia.

Até o momento, o Ministério Público informou que avalia se as mortes decorrentes da queda do helicóptero serão integradas ao processo principal. As autoridades aguardam a conclusão das perícias técnicas para definir novas imputações criminais contra a motorista.

Histórico e investigações

Peritos encontraram drogas no interior do veículo de Rios após a batida. Os testes preliminares reforçam a suspeita de que a condutora estava sob influência de entorpecentes no momento da alta velocidade. Registros judiciais apontam antecedentes por infrações de trânsito, incluindo condutas associadas a substâncias proibidas em anos anteriores.

Familiares e conhecidos relataram que a suspeita enfrentava um longo histórico de dependência química e tentativas de reabilitação. Amigos próximos afirmaram que ela aparentava instabilidade emocional nas últimas semanas. A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações apresentadas pela promotoria.

A ré permanece sob custódia policial, com fiança estipulada em quatro milhões de dólares. A primeira audiência formal perante o tribunal local está marcada para esta sexta-feira, quando o juiz detalhará os trâmites do processo penal.

Da Redação