Um oficial da Força Aérea dos Estados Unidos que sobreviveu à queda de seu caça F-15E no Irã em abril relatou ter rezado durante a descida em queda livre, após o paraquedas ser danificado por um míssil antiaéreo disparado do solo.

O militar, identificado por razões de segurança apenas pelo indicativo de chamada Bravo, atuava como oficial de sistemas de armas na aeronave de dois lugares atingida durante uma operação de combate.

O ataque ocorreu na noite de 2 de abril, quando a dupla cumpria missão nas proximidades de Isfahan, região montanhosa que abriga instalações ligadas ao programa de mísseis e drones do governo iraniano.

O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, detalhou que a aeronave avaliada em 30 milhões de dólares foi abatida por um armamento portátil de baixo custo operado por forças iranianas.

O impacto do projétil destruiu a estabilidade do caça, forçando a tripulação a acionar os assentos ejectores. Durante o procedimento, Bravo enfrentou falhas severas no equipamento de salvamento devido aos danos provocados pelo míssil inimigo.

Ao olhar para cima e constatar a ausência de velame aberto, o militar despencou em velocidade estimada entre 110 e 160 quilômetros por hora em direção ao terreno desértico e rochoso.

O impacto violento contra o solo resultou em fraturas na coluna vertebral, em um braço e em um ombro, mas o oficial evitou ferimentos catastróficos que impedissem sua locomoção imediata.

Escondido atrás de formações rochosas e encostas íngremes a mais de dois mil metros de altitude, o navegador iniciou uma caminhada para afastar-se do ponto de queda, mesmo sob forte dor e temperaturas adversas.

Militares iranianos e grupos armados locais realizaram buscas intensas na região, chegando a se aproximar a poucas centenas de metros do esconderijo do americano durante as primeiras horas da operação de busca.

Enquanto isso, em Washington, o secretário de Defesa Pete Hegseth foi alertado sobre a queda durante a madrugada e determinou o início imediato dos protocolos de resgate. A operação envolveu o Comando Central e apoio de inteligência da CIA para monitorar a movimentação das forças hostis no terreno.

O piloto do F-15E, chamado Alpha, foi localizado e retirado do território iraniano seis horas após a queda, em uma operação diurna que envolveu intensas trocas de tiros entre os helicópteros de resgate e combatentes locais. Alpha já retornou às atividades de voo na Força Aérea e expressou agradecimento público ao profissionalismo das equipes de combate e salvamento.

Contudo, as equipes não conseguiram localizar Bravo na mesma incursão, obrigando o comando militar a mantê-lo isolado por mais um ciclo completo de vinte e quatro horas. Durante esse período, o oficial sobreviveu sem água ou suprimentos alimentares adequados, comunicando sua movimentação por sinais cifrados e mantendo disciplina tática rigorosa para evitar a captura.

A segunda fase da missão de salvamento exigiu novo planejamento tático das forças especiais americanas para burlar a vigilância e o cerco montado pelas tropas iranianas na zona montanhosa. A operação completa é apontada pelo Pentágono como uma das mais complexas e arriscadas da história recente das operações de resgate em território hostil.

O resgate bem-sucedido encerrou o período de isolamento do oficial, que agora se recupera dos ferimentos ortopédicos na companhia da família e passa por avaliações médicas de rotina.

Da Redação