O montante consta em um termo de compromisso de compensação ambiental firmado entre a prefeitura e a empresa, com a interveniência da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb). A partir do valor de referência estipulado para a obra, a administração municipal calculou o aporte socioambiental obrigatório de R$ 368.

027,32, montante que corresponde exatamente a 0,5% do total do projeto.

Detalhes do projeto e licenciamento

O novo complexo logístico será instalado na Avenida Zila Corrêa Machado, localizada no entroncamento com a Avenida Guaicurus, no Bairro Rita Vieira. A área escolhida fica diretamente ao lado do primeiro empreendimento da companhia na Capital, consolidando um polo de galpões na região sul da cidade.

Segundo as exigências presentes no documento oficial, o projeto foi enquadrado nos critérios do Decreto Municipal nº 14.114/2020. O texto especifica normas voltadas para a implantação de estruturas em áreas consideradas de unidade de conservação, especificamente na chamada Área Diretamente Afetada.

O termo de compromisso foi assinado em 25 de setembro e possui validade inicial de 12 meses, com possibilidade legal de prorrogação caso o cronograma de obras exija novos prazos. Documentos financeiros da companhia demonstram que o projeto está em fase ativa de desenvolvimento, englobando desde a aquisição do terreno até a construção e posterior expansão do imóvel.

Expansão da infraestrutura local

A nova unidade representa o avanço da presença da companhia no mercado imobiliário e de armazenagem de Mato Grosso do Sul. A primeira operação da LOG na cidade exigiu um investimento estimado em R$ 161 milhões e entrega aproximadamente 63 mil metros quadrados de Área Bruta Locável em funcionamento.

Em anúncios anteriores divulgados ao mercado em março deste ano, a empresa havia estimado um aporte de cerca de R$ 100 milhões para esta segunda fase, projetando mais de 40 mil metros quadrados de área locável e conclusão no primeiro semestre de 2027.

O valor de R$ 73,6 milhões registrado agora no Diário Oficial serve especificamente como base de cálculo para os trâmites de licenciamento e taxação ambiental junto aos órgãos municipais.

Com a consolidação do novo complexo, a capacidade de armazenamento de cargas e o fluxo de operações comerciais na Capital ganharão tração. O projeto arquitetônico da empresa prevê terrenos amplos, módulos a partir de 1.200 metros quadrados, pé-direito de 12 metros e pisos reforçados para suportar até seis toneladas por metro quadrado, além de pátios específicos para manobra de carretas.

Impacto regional e mercado

A expansão em Campo Grande integra uma estratégia corporativa mais ampla de crescimento da LOG no território nacional. O planejamento financeiro da companhia prevê a adição de mais de 2 milhões de metros quadrados de área locável ao seu portfólio geral até o ano de 2028.

Desse volume total de investimentos previstos para os próximos anos, cerca de 20% estão concentrados na região Centro-Oeste do país. Esse movimento ocorre em um momento em que a economia sul-mato-grossense registra forte dinamismo industrial e de infraestrutura, impulsionado também pelo avanço da agroindústria e pela necessidade de escoamento rápido de grãos e mercadorias.

O setor produtivo e o mercado imobiliário local acompanham esses investimentos de perto, avaliando o reflexo na geração de postos de trabalho e na arrecadação de tributos. As obras do novo complexo logístico avançam nos próximos meses conforme as diretrizes estabelecidas no licenciamento municipal.

Por Camila Rocha, direto da redação