A investigação revela novos desdobramentos sobre um jovem de 21 anos suspeito de registrar e divulgar cenas de sexo e nudez sem autorização das vítimas. O caso é conduzido pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) em Ponta Porã, conforme os registros oficiais da Polícia Civil.

As ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridas na manhã de uma terça-feira, com o apoio da Seção de Investigações Gerais (SIG). Os agentes recolheram telefones celulares, computadores portáteis, tablets e mídias de armazenamento no endereço ligado ao investigado.

Origem do caso

O inquérito teve início em novembro de 2025, após o registro de ocorrência por uma mulher de 21 anos. Ela manteve um relacionamento afetivo com o suspeito durante cerca de seis meses.

Após o término da relação, a vítima tomou conhecimento de que o ex-companheiro armazenava arquivos com registros de atos sexuais. A produção desse material ocorreu sem o conhecimento ou o consentimento dela.

Depoimentos e testemunhas

De acordo com o Diário Digital e reportagens da TV MS Record, uma testemunha do sexo masculino relatou à polícia ter visto vários vídeos de relações sexuais em agosto de 2025. O material era exibido pelo próprio investigado em um aparelho celular.

A testemunha afirmou ter identificado a ex-companheira do autor em um dos arquivos reproduzidos. Meses depois, em outubro do ano passado, a mesma pessoa voltou a visualizar registros de outras mulheres no telefone do suspeito.

Novas vítimas

Uma segunda mulher, que manteve relacionamento informal com o investigado, também prestou depoimento no âmbito policial. Ela relatou ter visto diversas fotos e vídeos de mulheres armazenados no celular do jovem em outubro de 2025.

Entre os arquivos exibidos, ela reconheceu imagens próprias capturadas em poses nas quais não sabia estar sendo fotografada. Os relatos reforçaram a necessidade de intervenção policial imediata para evitar a propagação do material.

Próximos passos

Diante dos elementos reunidos pela 1ª DEAM, a autoridade policial solicitou o mandado judicial para coleta de provas materiais. O objetivo principal é localizar e preservar evidências digitais que confirmem os crimes investigados.

Os peritos criminais realizarão exames técnicos nos equipamentos apreendidos. A análise abrangerá dados armazenados em aplicativos de mensagens e serviços de armazenamento em nuvem, enquanto o inquérito permanece em andamento.

Por Rafael Dumas, direto da redação