A investigação revela novos desdobramentos sobre a segurança em unidades prisionais do estado, após um detento de 41 anos ser interceptado com 674 gramas de maconha. O flagrante ocorreu nas dependências do Estabelecimento Penal Masculino de Regime Semiaberto e Aberto de Dourados, conforme os registros oficiais da segurança pública.

De acordo com informações da Polícia Civil, o caso foi formalmente registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) como tráfico de drogas. O boletim de ocorrência aponta a incidência de qualificadora pelo fato de a infração ter ocorrido nas dependências de um estabelecimento prisional.

A dinâmica do flagrante

Conforme o comunicado encaminhado à unidade policial, a ação de segurança se deu na tarde de sexta-feira, por volta das 16h56. O horário coincidiu com o momento de retorno dos internos que exercem atividades de trabalho externo regulamentado fora dos muros da prisão.

O homem, que cumpre pena no regime semiaberto, foi capturado pelas lentes das câmeras de monitoramento interno. Segundo o registro policial, ele se aproximou de maneira suspeita do alambrado lateral, situado nas proximidades da cozinha do complexo prisional.

Monitoramento e apreensão

Ato contínuo, o detento passou por baixo da grade um invólucro volumoso contendo o entorpecente. A movimentação atípica foi percebida em tempo real pela policial penal encarregada do sistema de monitoramento eletrônico da unidade.

Com a constatação da irregularidade, a servidora acionou imediatamente a equipe de plantão para realizar a abordagem e a varredura na área. O pacote com a substância ilícita foi localizado, recolhido do pavilhão e posteriormente apresentado à autoridade policial na delegacia.

Investigação e confissão

Ainda conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil, o detento confessou a autoria da tentativa de introdução da droga durante os procedimentos iniciais. Ele admitiu perante os agentes que posicionou o pacote no local indicado pelas equipes de segurança.

A materialidade do crime foi reforçada por registros digitais obtidos pelo sistema de videomonitoramento da penitenciária. O arquivo contendo as imagens da ação foi anexado aos autos e apresentado à polícia para instrução do inquérito.

Desdobramentos do caso

A substância apreendida passou por procedimentos de pesagem e catalogação antes de ser encaminhada para os órgãos periciais competentes. O caso seguiu para a Depac para a adoção das providências cabíveis e continuidade da investigação criminal sobre a origem e o destino do entorpecente.

Por Rafael Dumas, direto da redação