Em destaque hoje, um detento de 61 anos morreu na madrugada desta terça-feira dentro de uma das celas do Pavilhão D do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima da Gameleira, em Campo Grande. A vítima foi identificada oficialmente como Armendes José de Castro.
De acordo com o registro policial, a situação teve início por volta das 23h50 do dia anterior, quando os demais detentos começaram a golpear as grades do pavilhão. Os presos gritavam por socorro e indicavam que o idoso estava passando mal no interior do espaço.
Diante do barulho e dos pedidos de atendimento, policiais penais se dirigiram até a cela e encontraram Armendes caído no chão. Os agentes retiraram o homem do local e realizaram medições básicas de saúde, aferindo a pressão arterial e a saturação de oxigênio.
Durante a verificação inicial, os policiais constataram que o detento já não apresentava sinais vitais. O Corpo de Bombeiros foi acionado logo em seguida, por volta das 0h10, para prestar o socorro médico de urgência na unidade prisional.
A corporação informou que a única viatura disponível no momento estava em atendimento a outra ocorrência e que a chegada ao presídio sofreria atraso. Os bombeiros orientaram então que a equipe do presídio acionasse o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
A equipe médica do Samu chegou ao estabelecimento penal às 2h17 para realizar os protocolos de atendimento. Após os exames de avaliação na cena, a médica responsável constatou oficialmente o óbito de Armendes às 2h23.
Investigação e Perícia
Após a confirmação da morte, a Polícia Civil e os peritos criminais foram acionados para iniciar os trabalhos de investigação. A equipe chegou ao presídio da Gameleira às 3h18 para realizar a perícia técnica e os procedimentos de praxe na cela.
A remoção do corpo do detento ocorreu às 3h40, sendo realizada por uma empresa funerária contratada. As primeiras avaliações preliminares apontam que o corpo não exibia marcas aparentes ou sinais visíveis de violência física.
Os peritos recolheram elementos para a elaboração dos laudos oficiais, que deverão esclarecer a causa determinante do óbito do idoso. O caso foi formalmente registrado como morte decorrente de fato atípico.
O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Civil. A polícia aguarda a conclusão dos exames necroscópicos para dar continuidade aos trâmites legais do caso.
Da Redação




