Em destaque hoje, a Justiça do Mato Grosso do Sul marcou para o dia 16 de novembro de 2026, às 15h, a audiência de instrução dos três réus acusados de envolvimento no homicídio do cacique Idalino Rossati Medina, de 40 anos.
O crime ocorreu em Dourados e completou um ano em setembro, período em que a decisão sobre a sessão judicial foi oficializada.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ofereceu denúncia contra Marcio Barbosa Samaniego, conhecido como Lula, Junior Vera e Rosa Maria Samaniego Barbosa em março deste ano. A agressão fatal contra o cacique aconteceu em 6 de setembro de 2025, perto de um bar localizado na Avenida Presidente Vargas, no Jardim Europa.
Conforme o relato contido na denúncia do Ministério Público, o crime teve motivação ligada a uma suspeita anterior. Marcio e Rosa Maria acreditavam que a vítima tinha participação no assassinato de um irmão deles.
Na noite do ocorrido, os envolvidos estavam na entrada do estabelecimento comercial. Idalino saiu do local e uma discussão teve início logo em seguida, motivada pelo descontentamento dos suspeitos com o cacique.
A acusação detalha que os três passaram a desferir socos, tapas e chutes contra a vítima. Idalino conseguiu se desvencilhar temporariamente de Junior e Rosa Maria e tentou fugir a pé.
Durante a tentativa de fuga, o cacique foi perseguido por Marcio. O suspeito carregava uma faca guardada na mochila.
Ao alcançar a vítima, Marcio desferiu golpes que atingiram o rosto e a região abdominal de Idalino. Após o ataque, os três envolvidos deixaram o local.
Idalino Rossati Medina recebeu socorro médico e foi encaminhado ao Hospital da Vida. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois da agitação no estabelecimento.
Na mesma noite do homicídio, um desdobramento violento foi registrado na cidade. O irmão de Idalino foi até a residência de um dos suspeitos e efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu o homem no peito, em uma tentativa de vingança.
A tramitação do processo segue agora para a fase de instrução com a oitiva dos réus e testemunhas na data marcada pelo poder judiciário.
Da Redação




