A investigação revela novos desdobramentos sobre o caso do bebê de três meses abandonado durante a madrugada do último domingo, em Campo Grande. Os pais da criança, que haviam sido autuados em flagrante por abandono de incapaz, foram colocados em liberdade poucas horas após a prisão.
Segundo dados do Portal Primeira Página, o casal teve a liberdade provisória concedida pelo juiz plantonista ainda no mesmo dia dos fatos. O magistrado dispensou a realização da audiência de custódia e determinou o encaminhamento imediato do caso para a Vara da Infância e Juventude.
O episódio veio à tona quando os suspeitos foram abordados por policiais militares em estado de embriaguez. Na ocasião, conforme apurado pela polícia, pai e mãe não conseguiram informar o paradeiro da criança.
As diligências posteriores esclareceram que a mãe levou o bebê até a entrada de uma festa de pagode localizada no Jardim Noroeste. Relatos colividos pela investigação apontam que a mulher estava sob efeito de álcool e entorpecentes no momento da ação.
Ação policial e resgate
Consta nos registros da segurança pública que a suspeita tentou entregar o filho a desconhecidos para conseguir acessar o evento. Diante das recusas generalizadas, ela afirmou que deixaria o menino na calçada do estabelecimento.
Duas mulheres que estavam no local intervieram antes que a situação se agravasse e acolheram o recém-nascido. Elas acionaram imediatamente a Polícia Militar, garantindo o resgate do bebê em segurança.
O casal foi localizado pouco depois e encaminhado à delegacia da Polícia Civil. O inquérito foi instaurado para apurar o crime de abandono de incapaz e a conduta de ambos durante a madrugada.
Medidas de proteção
Apesar da soltura, a criança não retornou à guarda dos pais. O bebê permanece acolhido sob a responsabilidade da rede de proteção municipal de Campo Grande.
Na decisão judicial, o magistrado exigiu que o Conselho Tutelar acompanhe rigorosamente a situação do núcleo familiar. O órgão deverá monitorar o ambiente doméstico e as condições de segurança oferecidas pelo casal.
A Vara da Infância e Juventude avaliará nas próximas semanas a necessidade de novas medidas protetivas. O procedimento tramita em segredo de justiça para preservar a integridade da vítima.
Por Rafael Dumas, direto da redação



