A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão de dois homens originários de Campo Grande, cujas prisões preventivas foram formalizadas pela Justiça de Minas Gerais nesta quinta-feira (1º). O caso teve início durante uma abordagem de rotina realizada pela Polícia Rodoviária Federal no final da tarde do dia 30 de setembro de 2026.
O flagrante ocorreu por volta das 19h40, no quilômetro 384 da BR-262, no município de Florestal, situado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os agentes federais abordaram um veículo modelo Toyota Corolla ocupado pelos dois suspeitos, de 45 e 56 anos.
A apreensão dos entorpecentes
Durante a revista minuciosa no automóvel, a equipe policial localizou um carregamento composto por 23 tabletes de substâncias entorpecentes diversas. Os policiais registraram a apreensão no boletim de ocorrência lavrado logo após a abordagem na rodovia federal.
De acordo com o registro oficial da corporação, o material ilícito estava dividido em três categorias distintas de drogas. Os agentes encontraram 18 tabletes de substância análoga a skunk, três tabletes de cloridrato de cocaína e dois tabletes de pasta base de cocaína.
Logística do transporte
Os levantamentos iniciais conduzidos pelas autoridades de segurança apontam que os suspeitos atuavam no transporte rodoviário da carga ilícita entre estados. Conforme as informações coletadas no boletim de ocorrência, os dois homens receberiam a quantia de R$ 8 mil pelo serviço de frete da droga.
O destino final do carregamento entorpecente seria o município de Contagem, também localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A operação de transporte foi interrompida antes que o veículo atingisse a área urbana da cidade de destino.
Prisão preventiva e defesa
Após a formalização do flagrante na delegacia competente, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia. A Justiça de Minas Gerais acatou a manifestação pela conversão da prisão em flagrante para preventiva, mantendo os investigados reclusos.
Em declaração concedida ao portal JD1 Notícias, o advogado Wilian Frata, que representa os dois suspeitos, informou sobre a estratégia jurídica adotada. A defesa confirmou que irá impetrar um pedido de habeas corpus perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para tentar reverter a custódia cautelar.
Por Rafael Dumas, direto da redação



