A investigação revela novos desdobramentos na segurança prisional de Mato Grosso do Sul com o início da Operação Mute na Penitenciária Estadual de Dourados, a PED, na manhã desta quarta-feira (23). A ação conjunta mobiliza forças de segurança para o cumprimento de buscas por materiais ilícitos, como aparelhos celulares e substâncias entorpecentes escondidos nas celas.

Um estabelecimento prisional localizado no município de Coxim também foi incluído como alvo da fiscalização no mesmo período.

As equipes em atuação na unidade de Dourados reúnem servidores locais, integrantes do Comando de Operações Penitenciárias, conhecidos pela sigla Cope, e agentes da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário, a Gisp. O efetivo conta ainda com o reforço operacional da Força Penal Nacional nas dependências do presídio.

Tecnologia e inteligência nas buscas

Para a localização dos itens proibidos, os policiais empregam georradares e equipamentos avançados de varredura capazes de inspecionar a estrutura física das instalações. O objetivo principal do uso desses instrumentos tecnológicos é identificar pontos vulneráveis na arquitetura e cavidades onde materiais possam estar ocultos.

Dados divulgados pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, indicam que o estado já contabiliza 69 operações de revista e fiscalização em estabelecimentos prisionais ao longo deste ano. O quantitativo soma-se às inspeções regulares programadas pelo órgão para o monitoramento da massa cefalalgica e das galerias.

Planejamento estratégico e operações

As intervenções executadas nos presídios sul-mato-grossenses são planejadas com base em dados operacionais obtidos pelo setor de inteligência. As vistorias abrangem o perímetro interno das celas, as galerias de circulação e as demais áreas consideradas sensíveis para a segurança carcerária.

Como parte das estratégias recentes de controle, a Agepen coordenou a chamada Operação Modo Avião em dezesseis unidades penais. Essa iniciativa utilizou aparatos tecnológicos com capacidade de detectar sinais eletromagnéticos de aparelhos celulares em um raio de até cem metros de distância.

Diretrizes e próximos passos

O cruzamento dessas informações tecnológicas serve de parâmetro para a definição dos locais prioritários durante as varreduras de campo. Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o emprego de recursos técnicos orienta o trabalho do efetivo e otimiza o direcionamento das ações de segurança nos presídios.

Até o fechamento desta reportagem, a administração penitenciária não divulgou um balanço parcial ou total com a quantidade de materiais ilícitos apreendidos durante a operação desta quarta-feira nas unidades de Dourados e Coxim. Novas atualizações sobre o caso devem ser repassadas pelas autoridades estaduais assim que a varredura for concluída.

Por Rafael Dumas, direto da redação