A investigação revela novos desdobramentos sobre a segurança e o bem-estar animal na região de Aquidauana e Anastácio, cidades localizadas a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Civil deflagrou a operação batizada de Quebrando o Silêncio com o objetivo de apurar denúncias formais e retirar cães de ambientes marcados por violência e privação severa.
O primeiro flagrante da força-tarefa ocorreu em uma residência situada no Bairro Chapecoense, em Aquidauana.
No local, os agentes encontraram um cão da raça pastor-alemão amarrado e em estado evidente de desnutrição e sede. Segundo dados informados pela Polícia Civil, moradores vizinhos relataram que o animal apresentava magreza extrema e havia sido visto diversas vezes consumindo as próprias fezes devido à falta de ração.
Diante da constatação do crime de maus-tratos, o tutor do animal foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia do município.
Ações de resgate e reabilitação
O pastor-alemão resgatado foi imediatamente retirado do imóvel e colocado sob os cuidados técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Aquidauana para avaliação veterinária detalhada. A operação permanente foi estruturada e iniciada após a repercussão de casos graves de violência contra animais na região.
Entre os antecedentes que motivaram a mobilização policial está o salvamento da cachorrinha Ester, que sofreu agressões físicas diretas, incluindo chutes desferidos por sua própria tutora.
Em outra diligência recente vinculada à mesma operação, as equipes policiais resgataram um cão da raça pug que estava severamente debilitado. O animal apresentava infestação intensa de parasitas e precisou ser internado com urgência para receber tratamento médico adequado. As autoridades policiais reforçam que as fiscalizações continuam de forma contínua nos dois municípios para coibir novos abusos.
Canais de denúncia e penalidades
A Polícia Civil destaca que a participação da comunidade por meio de denúncias é fundamental para o sucesso das diligências. Informações sobre residências que mantenham animais em situação de risco, presos em correntes curtas, sem água ou alimento, podem ser repassadas às delegacias locais. O sigilo do denunciante é garantido pelos órgãos de segurança pública.
O crime de maus-tratos a cães e gatos, conforme a legislação penal brasileira vigente, prevê penas severas de reclusão, além de multa e proibição de guarda. Os suspeitos presos durante a operação permanecem à disposição do Poder Judiciário para a realização das audiências de custódia e prosseguimento dos inquéritos policiais.
Por Rafael Dumas, direto da redação



