Conforme o registro policial, a mãe do bebê de três meses estava sob efeito de álcool e circulava pelo bairro em busca de um evento festivo. As testemunhas, que conheciam a suspeita apenas de vista, relataram que ela abordou populares na tentativa de transferir a guarda temporária da criança.
Diante da recusa das pessoas presentes, a mulher afirmou de maneira categórica que deixaria o recém-nascido desamparado no local caso ninguém o aceitasse. A situação de vulnerabilidade levou as duas mulheres a intervirem imediatamente para resguardar a integridade física do infante.
Acolhimento e acionamento policial
Após recolherem o bebê para protegê-lo da exposição nas ruas durante a madrugada, as moradoras acionaram o serviço de emergência da Polícia Militar. Os agentes compareceram ao endereço indicado e constataram o estado de embriaguez da genitora, que não oferecia condições seguras para o exercício parental naquele momento.
Durante a abordagem inicial realizada pelos policiais militares, o casal apresentou versões conflitantes sobre a responsabilidade e os cuidados devidos ao filho. As contradições nos depoimentos reforçaram a suspeita de negligência e motivaram a condução imediata dos pais até a delegacia competente.
O caso foi formalmente registrado como abandono de incapaz pelas autoridades policiais do estado. A tipificação criminal fundamenta-se na exposição do menor a risco direto por parte daqueles que detinham o dever legal de proteção e guarda.
Encaminhamento ao Conselho Tutelar
Em decorrência do flagrante e da situação de risco constatada pelos órgãos de segurança, a criança foi retirada do convívio familiar imediato. Segundo os dados oficiais do g1 MS, o bebê de três meses foi entregue aos cuidados do Conselho Tutelar de Campo Grande para a aplicação de medidas protetivas de urgência.
O procedimento administrativo do órgão de proteção à infância visa garantir o acolhimento institucional ou em família substituta, conforme determinam os protocolos legais para casos de abandono e negligência grave. Paralelamente, o inquérito policial seguiu para a Polícia Civil, onde a investigação prossegue para apurar a responsabilidade penal dos envolvidos.
As autoridades policiais mantêm o sigilo sobre a identificação completa dos suspeitos e da vítima, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente. O inquérito policial tem prazo legal para ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, com a formalização das denúncias cabíveis pelo Ministério Público estadual.
Por Rafael Dumas, direto da redação
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