A investigação revela novos desdobramentos sobre a circulação de grandes quantias de dinheiro na região de fronteira com o Paraguai. A Polícia Federal apreendeu R$ 800 mil em espécie nesta quarta-feira (23) em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
O montante estava em poder de uma funcionária de uma universidade paraguaia. De acordo com os registros da corporação, a suspeita foi detida em flagrante logo após sair de uma agência bancária localizada no lado brasileiro do município.
A operação contou com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União. Segundo dados divulgados pelas autoridades policiais, o valor total da apreensão foi sacado diretamente de uma conta bancária mantida pela própria instituição de ensino superior do país vizinho.
Evasão de divisas
Pelas circunstâncias verificadas no momento da abordagem, os agentes federais optaram pela apreensão imediata dos recursos financeiros. A mulher recebeu voz de prisão pela prática, em tese, de evasão de divisas na forma tentada.
O tipo penal investigado envolve a saída irregular de recursos monetários do território nacional. A região de Ponta Porã possui fronteira seca e forma uma área urbana contínua com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.
A proximidade geográfica intensifica o fluxo transfronteiriço de pessoas e valores. Por essa razão, a Polícia Federal busca esclarecer se a quantia em dinheiro seria efetivamente transportada para o outro lado da linha internacional.
Próximos passos da investigação
A corporação informou que adotou as medidas iniciais de polícia judiciária logo após a condução da suspeita. O inquérito aberto vai aprofundar a apuração sobre a origem, a propriedade e o destino final dos R$ 800 mil.
Os investigadores também analisam as circunstâncias detalhadas da movimentação bancária e a eventual participação de outras pessoas no esquema. Até o momento, a identidade da funcionária e o nome da universidade não foram divulgados pelos órgãos oficiais.
A atuação específica da Controladoria-Geral da União na diligência ainda não teve os detalhes complementares revelados pela polícia. Em razão disso, a reportagem não conseguiu localizar a defesa técnica da presa nem representantes da instituição de ensino para manifestação.
O caso segue sob investigação na delegacia da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. A prisão em flagrante realizada na região de fronteira não representa condenação definitiva, cabendo aos investigadores concluir a instrução do procedimento criminal.
Por Rafael Dumas, direto da redação



