A investigação revela novos desdobramentos sobre o desaparecimento de uma adolescente de 16 anos em Dourados, registrado há pelo menos dois meses. Policiais civis e militares do Corpo de Bombeiros concentram esforços nesta terça-feira em uma região de vegetação densa.

A área delimitada para a varredura fica localizada às margens de um córrego situado entre o Jardim João Paulo II e o Parque das Nações I Plano. A mobilização ocorre após o recebimento de dados que apontam a possibilidade de a menor ter sido morta e enterrada nas proximidades da antiga ocupação conhecida como favelinha do João Paulo II.

Segundo dados apurados pelo Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil, responsável pela coordenação dos trabalhos, a hipótese de homicídio ainda não foi totalmente confirmada. Os investigadores tratam o caso com cautela enquanto periciam o terreno e recolhem vestígios que possam esclarecer o paradeiro da vítima.

Emprego de cão farejador nas buscas

Para potencializar os resultados na área de mata, a operação conta com o reforço especializado do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. Uma cadela da raça pastor holandês, chamada Laika, foi deslocada diretamente de Campo Grande para atuar no caso.

Conforme registros corporativos, o animal percorreu trechos fechados de vegetação e entrou nas águas do córrego em busca de vestígios orgânicos. A participação do cão visa rastrear qualquer indício que confirme ou descarte a linha de investigação seguida pela polícia.

Laika possui histórico em operações de grande repercussão nacional, tendo integrado as equipes de socorro às vítimas das enchentes registradas no Rio Grande do Sul no decorrer de 2024. O animal figura em um grupo restrito de dez cães em todo o país que acumulam quatro certificações oficiais para localização de pessoas desaparecidas.

Próximos passos da investigação

A atuação conjunta entre policiais civis e bombeiros deve prosseguir ao longo dos próximos dias, dependendo do andamento dos trabalhos de escavação e varredura no terreno. Novas diligências serão definidas conforme os resultados obtidos pelas equipes de campo e pela perícia técnica.

As autoridades policiais reforçam que qualquer informação adicional sobre o caso pode ser repassada aos canais oficiais de denúncia do município. O sigilo dos informantes é garantido pelas forças de segurança envolvidas na apuração.

Por Rafael Dumas, direto da redação