Em destaque hoje, o Tribunal do Júri de Campo Grande realiza o julgamento de Matheus Henrique de Oliveira Domingos, acusado pelo feminicídio de Kamyla Scarllet Fernandes Cristaldo. O crime ocorreu no dia 1º de setembro de 2024, no bairro Jardim Colúmbia, quando a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no pescoço.
Durante a sessão plenária realizada nesta sexta-feira, o réu negou a autoria do disparo, repetindo a postura adotada ao longo de todo o processo judicial. Perante o Conselho de Sentença, o acusado afirmou que é inocente e que deseja que a justiça seja feita para o caso.
O promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro sustentou em plenário que a motivação do crime envolveu ego e ciúmes por parte do réu, relacionados à amizade que a vítima mantinha com a namorada dele. Para a acusação, as declarações prestadas pelo réu funcionam como um álibi falso.
O representante do Ministério Público afirmou aos jurados que o processo contém provas suficientes para fundamentar um decreto condenatório. A acusação também destacou a atuação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa durante a fase de investigação conduzida pela Polícia Civil.
Segundo o promotor, o delegado responsável pelo caso dirigiu-se ao hospital enquanto a vítima ainda estava internada para colher o depoimento direto dela. Essa diligência permitiu confirmar os elementos probatórios reunidos pela equipe policial e estabelecer a autoria do crime atribuída a Matheus Henrique.
A vítima permaneceu internada em decorrência das lesões provocadas pelo disparo e veio a falecer em 19 de dezembro de 2024, na unidade hospitalar onde recebia tratamento médico. O processo tramita perante a 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
Os trabalhos em plenário são conduzidos sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. A defesa do réu durante o julgamento perante o Tribunal do Júri é realizada por representantes da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
Ao final dos debates entre acusação e defesa, os jurados que compõem o Conselho de Sentença deverão votar os quesitos formulados pelo magistrado para decidir pela condenação ou absolvição do réu em relação à acusação de feminicídio.
Da Redação




