Pesquisa revela novas evidências sobre a adesão à imunização contra a dengue em Três Lagoas, onde 3. 650 jovens com idade entre 10 e 14 anos ainda não retornaram aos postos para receber a segunda dose da vacina.
O dado foi apurado pelo portal RCN67 e aponta uma lacuna na prevenção justamente no momento que antecede a época de maior circulação do vetor da doença.
A campanha nacional de vacinação teve início em fevereiro de 2024 e atraiu inicialmente um público expressivo no município sul-matogrossense. Conforme dados divulgados pelo portal RCN67, a cobertura da primeira dose alcançou 101%, ultrapurando a meta inicial com mais de 10 mil adolescentes imunizados.
Descompasso na segunda aplicação
Apesar da alta adesão inicial, o índice de retorno para a conclusão do tratamento preventivo apresentou queda significativa. Segundo informações do portal RCN67, a cobertura da segunda dose estacionou em 71%, deixando milhares de jovens vulneráveis a infecções e complicações decorrentes do vírus.
A situação local reflete um panorama observado em âmbito federal pelo Ministério da Saúde. Dados oficiais divulgados pelo órgão apontam que cerca de 3 milhões de adolescentes em todo o país deixaram de tomar a segunda dose do imunizante, configurando um desafio para os programas públicos de saúde.
Riscos clínicos da imunização parcial
Especialistas em saúde pública alertam que a proteção completa do organismo depende estritamente das duas aplicações previstas no protocolo médico. De acordo com a coordenadora da central de vacina, Humberta Azambuja, em declaração reproduzida pelo portal RCN67, a ausência da segunda dose representa um risco real de adoecimento grave.
A pesquisa clínica sobre o imunizante demonstra eficácia superior a 80% na prevenção da doença sintomática e taxa acima de 90% contra as formas graves que exigem hospitalização. Contudo, conforme destacado por Humberta Azambuja ao portal RCN67, quem recebeu apenas a primeira aplicação não possui a proteção integral prometida pelo tratamento.
Circulação de sorotipos
O cenário epidemiológico exige atenção redobrada das autoridades sanitárias devido à diversidade de vírus circulantes na região. Segundo o portal RCN67, o município de Três Lagoas já identificou a circulação do sorotipo 3 da dengue, o que aumenta a probabilidade de reinfecções e quadros clínicos severos entre os moradores não imunizados.
A vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde protege contra os quatro sorotipos conhecidos da doença, atuando na contenção de internações hospitalares. A orientação das equipes de saúde é para que os responsáveis atualizem a caderneta de vacinação dos jovens nas unidades básicas de saúde do município antes do agravamento do período sazonal.
Por Maya Santos, direto da redação



