A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão preventiva de três pessoas nesta segunda-feira (28), em Campo Grande, por suspeita de envolvimento no furto de equipamentos de informática de um órgão público. O caso é conduzido conjuntamente pela 11ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC).
Segundo dados divulgados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os investigados possuíam vínculo empregatício com uma empresa terceirizada prestadora de serviços. Esse contrato garantia a eles trânsito livre por setores de acesso restrito dentro das dependências do órgão.
A apuração conduzida pelas autoridades indica que os suspeitos aproveitavam essa facilidade de circulação para retirar os aparelhos de informática do local. A denúncia aponta que o material subtraído era destinado à revenda comercial posterior, utilizando plataformas digitais de comércio eletrônico na internet.
Medidas para atrapalhar a apuração
O inquérito policial e os registros do Ministério Público de Mato Grosso do Sul apontam que os investigados adotaram artifícios para tentar encobrir os rastros dos crimes. Essas ações visavam dificultar o trabalho dos investigadores na recuperação dos bens e na identificação dos envolvidos.
Conforme a avaliação da 11ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, essas tentativas de obstrução pesaram diretamente na formulação do pedido de prisão preventiva. A medida cautelar foi considerada necessária pelas autoridades para garantir a integridade das diligências em curso.
Ainda de acordo com o MPMS, a atuação da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) foi fundamental para mapear as transações digitais realizadas pelos suspeitos. O monitoramento das plataformas de vendas online permitiu rastrear parte dos eletrônicos comercializados ilegalmente.
Próximos passos da investigação
O inquérito permanece aberto e sob responsabilidade dos órgãos de persecução penal para aprofundar a apuração sobre o esquema. As autoridades buscam agora dimensionar com precisão o volume total de patrimônio público desviado durante o período de atuação dos suspeitos.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que novas diligências devem ocorrer para identificar possíveis receptadores dos equipamentos vendidos na internet. A continuidade dos trabalhos visa esclarecer integralmente a dinâmica do grupo e recuperar o restante do material subtraído do órgão público.
Por Rafael Dumas, direto da redação



