A investigação revela novos desdobramentos sobre o homicídio de Aristóteles Onassis Tufaile, morto a tiros na noite desta terça-feira (20) em Campo Grande. O crime aconteceu na Vila São Jorge da Lagoa e deixou o filho da vítima, de 23 anos, gravemente ferido.

De acordo com registros da Polícia Militar, a motivação inicial esteve ligada a desentendimentos antigos e recorrentes sobre reformas em imóveis da vizinhança.

O suspeito do crime foi identificado pelas autoridades como Manoel Paulo Cardoso. Segundo dados apurados pelo portal g1, o autor dos disparos fugiu do local logo após o ataque armado. Durante a fuga, o veículo conduzido por Cardoso colidiu, o que facilitou a localização e a prisão em flagrante realizada por equipes da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar.

Dinâmica do crime e depoimento da viúva

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21) ao portal g1, a viúva da vítima relatou os momentos que antecederam a violência. Segundo o relato da testemunha, Aristóteles e o filho realizavam o conserto de uma calha no imóvel quando o vizinho se aproximou para reclamar.

A queixa principal girava em torno de pedras que teriam caído na propriedade dele durante o serviço de manutenção.

A mulher afirmou às autoridades que o suspeito proferiu ameaças diretas contra pai e filho antes de deixar o local momentaneamente. Pouco tempo depois, Cardoso retornou portando uma arma de fogo e efetuou os disparos que atingiram as vítimas. A esposa da vítima negou a existência de conflitos pretéritos graves e pontuou que a convivência anterior era considerada pacífica.

Atendimento médico e confissão do suspeito

O socorro às vítimas foi prestado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. O jovem de 23 anos, atingido pelos tiros, foi encaminhado às pressas para a Santa Casa de Campo Grande. Informações médicas obtidas pela imprensa indicam que o rapaz precisou ser mantido em coma induzido devido à gravidade dos ferimentos sofridos.

Após ser detido em decorrência do acidente de trânsito na fuga, Manoel Paulo Cardoso confessou a autoria dos disparos à polícia. Em sua justificativa preliminar aos agentes de segurança, o suspeito alegou que agiu por temer pela própria segurança. Até o fechamento desta edição, a defesa constituída pelo acusado não havia sido localizada para se manifestar sobre as acusações.

Próximos passos da investigação

O caso foi formalmente registrado na delegacia de Polícia Civil competente da capital sul-matogrossense, que agora conduz o inquérito para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio. Peritos da Polícia Científica realizaram os levantamentos técnicos necessários no endereço do crime para subsidiar o relatório final.

O suspeito permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas.

Por Rafael Dumas, direto da redação