A campanha é realizada por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e busca ampliar a imunização do rebanho doméstico na capital. Segundo dados técnicos da Sesau, a medida preventiva foi intensificada após a confirmação recente do décimo terceiro caso de raiva em morcego no município.

A presença do patógeno em quirópteros acende um alerta epidemiológico para o risco de transmissão a animais de estimação e, consequentemente, aos seres humanos.

Pontos de atendimento e prevenção

Os tutores de cães e gatos devem procurar os locais designados durante o período da manhã para garantir a proteção dos animais. O bairro Coophatrabalho sediará um dos postos fixos na sede da Associação de Moradores, localizada na Avenida Florestal. Essa unidade também atenderá moradores de regiões vizinhas, como Santo Amaro, Vila Almeida, Santa Carmélia, Manoel Taveira e Sírio Libanês.

A estratégia de imunização casa a casa ocorrerá simultaneamente na região do Portal Caiobá e arredores. Agentes de saúde veterinária percorrerão residências para aplicar o imunizante diretamente nos animais cujos tutores tenham dificuldade de locomoção até os postos fixos. A Sesau reforça que todos os cães e gatos a partir de três meses de idade devem receber a dose anual.

Cuidados e tratamento veterinário

Especialistas em saúde pública veterinária destacam que a vacinação é a única forma eficaz de prevenção contra a raiva, uma zoonose fatal em quase cem por cento dos casos confirmados. O tratamento profilático pós-exposição existe para humanos, mas os animais infectados não possuem cura viável, o que torna o controle preventivo indispensável.

Estudos epidemiológicos apontam que manter altas coberturas vacinais na população pet cria uma barreira imunológica robusta.

A circulação do vírus em animais silvestres urbanos demonstra que o risco permanece latente nas grandes cidades. Autoridades sanitárias orientam que qualquer morcego encontrado caído no chão, com dificuldade para voar ou com hábitos diurnos seja evitado. O CCZ deve ser acionado imediatamente para o recolhimento seguro do animal silvestre e análise laboratorial.

O desdobramento desta campanha inclui o monitoramento contínuo da circulação viral pelo laboratório municipal e a expansão gradual do calendário de imunização para outras regiões da cidade nas próximas semanas.

Por Maya Santos, direto da redação