A investigação revela novos desdobramentos sobre um automóvel que foi engolido por um buraco na noite de quinta-feira (15), na Vila Margarida, em Campo Grande. O asfalto cedeu repentinamente na rua Oduvaldo Viana Filho, próximo ao cruzamento com a rua Rio Negro.

O caso ocorreu por volta das 19h20, logo após um forte temporal atingir a região urbana. Segundo dados apurados pelo portal g1 MS e pela TV Morena, o volume de precipitação na área chegou a aproximadamente 100 milímetros.

O proprietário do veículo, identificado como o comerciante Antonio José da Silva, havia acabado de estacionar o automóvel no trecho. Ele relatou às equipes de reportagem que percebeu o problema ao sentir o solo afundar sob os pneus.

Segundo o relato do motorista registrado pelo g1 MS, ele desceu rapidamente para verificar a situação ao notar a instabilidade. Nesse momento, a estrutura cedeu de forma acelerada e o buraco ficou completamente tomado pela água da chuva.

O caso mobilizou equipes de segurança e órgãos competentes para o local do incidente. De acordo com informações obtidas pela TV Morena, o trecho afetado passava recentemente por obras de tubulação de gás sob a via pública.

Sinalização e isolamento da área

Após o afundamento do veículo, o local foi devidamente sinalizado para alertar motoristas e pedestres sobre o risco iminente de novos desabamentos. A cratera continuava repleta de água na manhã desta sexta-feira (16), dificultando os trabalhos iniciais de remoção.

A reportagem do portal g1 MS confirmou que o automóvel permaneceu preso no interior da cratera durante toda a madrugada. Especialistas em segurança viária acompanham a ocorrência para avaliar a integridade da pista na Vila Margarida.

As autoridades locais investigam se a obra subterrânea de tubulação de gás contribuiu para a fragilização do solo. A forte intensidade da chuva registrada na noite anterior também entra no escopo técnico da apuração.

Próximos passos da segurança pública

Moradores da região relataram apreensão com o estado da pavimentação após o temporal. Equipes de engenharia urbana foram acionadas para realizar laudos técnicos no trecho comprometido da via.

A retirada do veículo depende da estabilização da cratera e da drenagem da água acumulada. Os órgãos responsáveis devem divulgar um parecer definitivo sobre as causas estruturais do incidente nos próximos dias.

Por Rafael Dumas, direto da redação