A investigação revela novos desdobramentos sobre o assassinato de Gian Marcelo, de 27 anos, que morreu na Santa Casa de Campo Grande após ser baleado nas costas durante um assalto. O crime ocorreu na noite de sexta-feira, dia 16, na residência da família situada na Rua Armando Franco, localizada no bairro Parque do Lageado.

Conforme os registros divulgados pelo jornal A Crítica de Campo Grande, a vítima retornava de viagem da cidade de Ponta Porã na companhia da esposa no momento da abordagem criminosa.

Dois homens armados surpreenderam o casal no portão do imóvel assim que a mulher realizou a abertura para entrar. No interior da residência, os suspeitos renderam a sogra de Gian, de 52 anos, além de dois filhos do casal, com idades de 9 e 15 anos.

Os criminosos exigiram as chaves do veículo da família durante a ação de rendição dos moradores.

Dinâmica do crime e fuga

Durante a abordagem no interior da casa, a vítima tentou fugir correndo para a rua, momento em que foi atingida por um disparo de arma de fogo nas costas. Com o impacto do tiro, Gian caiu na via pública enquanto os criminosos recolhiam mercadorias trazidas do Paraguai que estavam armazenadas no local.

A dupla de assaltantes fugiu do endereço conduzindo um veículo Volkswagen Gol na cor prata.

O socorro inicial prestado à vítima encaminhou o homem em estado gravíssimo para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Universitário. Em razão da gravidade dos ferimentos provocados pelo projétil, ocorreu a transferência imediata para a Santa Casa da capital, onde o óbito foi confirmado horas depois.

A polícia ainda apura se os autores do roubo possuíam informações prévias sobre os produtos estrangeiros guardados na residência.

Mudança na tipificação penal

O registro inicial do caso feito pelas forças de segurança tratava a ocorrência como tentativa de homicídio. Com o falecimento da vítima registrado em decorrência do roubo, a investigação policial passa a enquadrar o episódio como latrocínio, crime que consiste no roubo seguido de morte.

A legislação penal estabelece para este tipo de delito pena privativa de liberdade que varia de 20 a 30 anos de reclusão.

Equipes operacionais do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque realizaram diligências e buscas intensivas pela região da Lagoa durante a madrugada e a manhã de sábado, dia 17. Até o fechamento dos relatórios policiais, nenhum suspeito envolvido na ação criminosa havia sido localizado ou preso.

A Polícia Civil conduz o inquérito para identificar e capturar os autores, sem divulgar publicamente qual delegacia assumiu a responsabilidade pelas investigações.

Por Rafael Dumas, direto da redação