A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão de um morador de 38 anos ocorrida em Campo Grande, após disparos de arma de fogo em via pública durante o segundo turno das eleições presidenciais. Conforme registros da Polícia Militar, a ocorrência teve início na noite de domingo, quando moradores acionaram as autoridades para relatar tiros na região da Vila Nasser.
Testemunhas informaram aos policiais que os disparos partiram de um veículo de cor preta em trânsito pela Travessa Itaim. Com base nas características repassadas, as equipes iniciaram diligências pela área urbana até localizar um automóvel idêntico estacionado em frente a uma residência na Rua Mirabela, situada na Vila Marli.
Abordagem policial e apreensão
No endereço indicado, os policiais realizaram contato com o proprietário do imóvel e com um amigo dele, apontado posteriormente como o autor dos disparos. De acordo com o relatório da corporação, o suspeito apresentou nervosismo evidente durante a abordagem e tentou ocultar um objeto no próprio bolso.
A revista pessoal resultou na localização de seis cápsulas deflagradas de calibre .38. Questionado inicialmente sobre a denúncia de disparos, o homem negou envolvimento, mas acabou confessando a autoria ao perceber a insistência da equipe de segurança.
O suspeito admitiu que havia guardado a arma de fogo no interior da residência logo após notar a aproximação da viatura policial. Os agentes realizaram buscas no imóvel e encontraram um revólver da marca Taurus, que continha ainda uma munição intacta no tambor.
Confissão e situação legal
Durante o depoimento preliminar prestado aos policiais, o homem relatou que mantinha a posse do armamento há aproximadamente cinco anos. Ele afirmou ter adquirido o revólver pelo valor de seis mil reais, sem formalizar qualquer tipo de registro legal.
O investigado declarou que deixou sua residência por volta das dezessete horas levando o equipamento dentro do automóvel. Por volta das vinte horas, motivado pelo anúncio do resultado eleitoral que definiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu efetuar os disparos para o alto.
A autoridade policial confirmou que o indivíduo não possui autorização para porte nem o certificado de registro do armamento. Após o flagrante, o suspeito foi conduzido à delegacia de polícia da capital para a formalização dos procedimentos cabíveis.
Desdobramentos judiciais
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise das circunstâncias da prisão e verificação de antecedentes. O morador preso em flagrante passou por audiência de custódia na terça-feira, ocasião em que a Justiça avalia a legalidade da detenção e define se ele responderá ao processo em liberdade ou sob medidas cautelares.
Por Rafael Dumas, direto da redação


