Novas oportunidades educacionais ampliam a reflexão sobre a segurança no trajeto escolar em Campo Grande. Um estudante de 11 anos morreu após ser atingido por um ônibus coletivo no fim da tarde da última segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira.

Segundo informações divulgadas pelo portal Diário Digital, a vítima foi identificada como Davi Bruno Correa dos Santos. O aluno retornava para a escola onde estudava de bicicleta.

O trajeto tinha um propósito específico de despedida. O estudante voltava para a instituição de ensino para falar com um colega antes de o dia letivo ser encerrado.

Imagens de videomonitoramento registraram o momento exato do impacto. O registro mostra o coletivo realizando uma conversão à direita quando atinge a bicicleta conduzida pelo estudante.

O caso agora segue sob rigorosa investigação. A Perícia Técnica trabalha na análise dinâmica do acidente para esclarecer as circunstâncias exatas da colisão entre o ônibus e a bicicleta.

Posicionamento do consórcio

Diante da tragédia, o Consórcio Guaicurus se manifestou por meio de nota oficial emitida por sua equipe de intervenção. A instituição classificou o episódio como um fato muito triste para toda a comunidade.

A empresa informou que está prestando todo o suporte necessário à família da criança neste momento de dor. O acolhimento também se estende ao motorista do veículo.

Segundo o consórcio, o condutor passa por atendimento psicológico devido ao forte trauma gerado pelo acidente. Em razão do abalo emocional, o motorista foi temporariamente afastado de suas funções nas linhas de transporte público.

Mobilização da comunidade

A perda repentina mobilizou familiares, amigos e moradores da região de Campo Grande. Para auxiliar nos custos com os serviços funerários da PAX, parentes disponibilizaram uma chave PIX para doações financeiras.

A chave para contribuições divulgada pela família é o número de telefone 67991415303. A solidariedade busca amenizar o impacto financeiro imediato sobre os familiares enlutados.

Segurança no trânsito escolar

O episódio reacende debates locais sobre a convivência entre o tráfego pesado de ônibus urbanos e veículos de menor porte, como bicicletas, nas proximidades de escolas. Educadores e moradores cobram maior atenção à sinalização e à velocidade nas vias residenciais.

Enquanto a Perícia Técnica conclui os laudos definitivos, a comunidade escolar do bairro Zé Pereira permanece em luto. As autoridades policiais e os órgãos de trânsito acompanham os desdobramentos da investigação para definir eventuais responsabilidades pelo atropelamento.

Por Lucas Nakamura, direto da redação