O cenário econômico mostra sinais de pressão sobre o orçamento das famílias com a alta de 0,64% na inflação de Campo Grande em setembro. O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística reverte a queda de 0,20% registrada em agosto na Capital.
Segundo dados do IBGE, o principal vetor dessa alta foi o grupo Habitação, que registrou variação positiva expressiva no período. A despesa com energia elétrica residencial subiu 6,56% nas contas de luz dos consumidores locais.
Esse encarecimento ocorreu diretamente devido ao fim do desconto do Bônus de Itaipu. O término do benefício impactou de forma imediata o mercado de consumo e o custo de vida na cidade.
Alimentos e serviços em alta
Além da energia, o custo dos alimentos básicos também pesou no bolso da população campo-grandense. O preço do tomate disparou 38,89% nos comércios locais pesquisados.
Conforme os registros oficiais do IBGE, a batata-inglesa registrou alta de 25,03% e a cebola subiu 14,42%. Esses produtos lideraram as pressões inflacionárias na cesta básica do mês.
O setor de comércio e serviços também apresentou reajustes expressivos em setembro. Móveis, vestuário e serviços pessoais como cabeleireiro e depilação ficaram mais caros.
Movimento dos preços
Por outro lado, alguns setores registraram alívio no câmbio de preços e ajudaram a conter um índice ainda maior. Os grupos de Transportes, Saúde e Educação apresentaram deflação no mês.
O destaque na ponta de baixa ficou com o serviço de conserto de automóveis. Essa retração nos preços ajudou a amortecer o impacto do custo da energia elétrica.
A inflação acumulada nos nove primeiros meses do ano na Capital chegou a 4,45%. O índice revela um cenário de cautela para o planejamento financeiro das famílias.
Acumulado em 12 meses
No recorte dos últimos 12 meses, a inflação em Campo Grande atingiu 4,78%. O patamar superou os 4,69% registrados no período imediatamente anterior.
A taxa da Capital também ficou acima da média nacional apurada pelo mesmo levantamento oficial. Esse indicador de inflação acima da média nacional exige atenção redobrada do mercado de crédito e do comércio local.
O desdobramento prático para o consumidor é a perda gradual do poder de compra. As famílias precisam reajustar o orçamento doméstico para absorver o encarecimento das contas básicas de luz e alimentação.
Por Camila Rocha, direto da redação



