A investigação revela novos desdobramentos sobre a onda de violência que atinge Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande. Segundo dados da Polícia Civil, treze homicídios e tentativas de assassinato estão sob apuração por ligação direta com a disputa territorial entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
O delegado Guilherme Oliveira Pena aponta que a escalada de violência começou no mês de junho. O primeiro registro ocorreu no distrito de Capão Seco, onde um tribunal do crime resultou na morte de Tobias Felipe Ribeiro de Carvalho. A partir desse episódio, a corporação passou a mapear uma sucessão de ataques, vinganças e execuções nos bairros do município.
O caso seguinte envolveu um atentado contra um suspeito conhecido como Cabeça Gorda. Conforme denúncia do Ministério Público, o alvo seria integrante de uma facção e teria ordenado a execução de um rival chamado Maranhão, que acabou escapando durante o transporte para uma área rural.
A ordem para o chamado julgamento interno teria partido de dentro do sistema prisional, com participação por videochamada.
Escalada de execuções
O delegado Guilherme Oliveira Pena relata que a dinâmica dos crimes passou a seguir uma lógica de retaliação mútua entre os grupos rivais. Entre os casos mapeados na sequência estão as mortes de Rodrigo, conhecido como Vermelhão, e de um homem apelidado de Costela, identificado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho.
A investigação aponta que a motivação central do conflito é o domínio de pontos de venda de drogas e das rotas utilizadas para o transporte de entorpecentes na região. Com cerca de 50 mil habitantes, o município sul-mato-grossense registrou uma rápida expansão dos conflitos armados entre os dois bandos.
As autoridades policiais intensificaram as diligências para identificar todos os envolvidos na cadeia de comando dos ataques. A atuação conjunta de equipes de segurança resultou em prisões de suspeitos ligados diretamente aos atentados e execuções recentes.
Prisões e desdobramentos
Durante as operações conduzidas pelas forças de segurança, um jovem apontado como participante ativo na série de ataques em Sidrolândia morreu em confronto durante uma abordagem do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado. A ação policial faz parte do esforço para desarticular as células locais das facções criminosas.
A Polícia Civil continua com as investigações em curso para esclarecer a totalidade dos crimes e cumprir novos mandados de prisão preventiva. O inquérito policial reúne provas periciais e depoimentos para mapear a estrutura financeira e operacional dos grupos criminosos na região.
Por Rafael Dumas, direto da redação


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