A investigação revela novos desdobramentos sobre a morte do detento Maicon Henrique Maciel Virgulino, de 25 anos, dentro da Penitenciária Estadual de Dourados (PED). O corpo foi localizado nesta terça-feira (13) após uma série de movimentações atípicas relatadas por servidores da segurança penitenciária. A ocorrência foi inicialmente comunicada por um dos custodiados a um agente penal de plantão.
Durante a conferência regular dos detentos, os servidores notaram a falta de um dos internos na contagem oficial. Os policiais penais questionaram os outros 16 custodiados que dividiam o mesmo espaço no estabelecimento prisional. Em seguida, os detentos abriram a cortina que isolava a área do banheiro, onde o corpo de Maicon foi encontrado.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a perícia criminal constatou múltiplas lesões na região do pescoço da vítima. Os peritos também identificaram escoriações superficiais nos braços, nas pernas e em áreas adjacentes ao pescoço. A avaliação preliminar sugere que houve constrição cervical, mas a confirmação da causa exata da morte depende de laudos complementares.
Perícia aponta indícios de alteração na cena
Os vestígios analisados no local indicam a possibilidade de que o corpo tenha sido suspenso por uma corda após o óbito. Esta hipótese levanta a suspeita de que a cena tenha sido manipulada para aparentar um suicídio. A autoridade policial registrou o caso formalmente como homicídio simples para dar início aos procedimentos de investigação.
Um agente penitenciário relatou às autoridades que registrou uma movimentação incomum durante o banho de sol dos internos alocados no Raio 2. De acordo com o relato do servidor, houve uma pequena manifestação de comemoração entre os presos após a descoberta do corpo.
A segurança interna avalia se o comportamento tem relação direta com disputas internas ou acertos de contas no ambiente carcerário.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil e a Polícia Científica seguem coletando depoimentos e laudos para esclarecer a dinâmica do crime dentro da penitenciária. Os 16 internos que estavam na mesma ala no momento do ocorrido devem prestar esclarecimentos formais. A direção da unidade prisional informou que colabora integralmente com as diligências para identificar os responsáveis pelo homicídio.
Por Rafael Dumas, direto da redação



