A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão de um homem de 30 anos ocorrida na madrugada desta terça-feira, dia 13, no bairro Jardim Carandá, em Três Lagoas. O suspeito foi detido em flagrante por equipes da Polícia Militar após invadir a área externa de uma residência e destruir um automóvel com o uso de uma marreta.

Segundo dados registrados pela Polícia Militar, a ocorrência foi atendida por volta das 3h25, momento em que os agentes foram acionados para conter a situação de violência. A proprietária do veículo, uma mulher de 36 anos, relatou ter acordado com barulhos intensos vindos da garagem e flagrado a ação criminosa.

Conforme o relato oficial repassado às autoridades, o homem arremessou telhas contra o carro antes de desferir golpes com a marreta. A investida resultou na destruição do para-brisa dianteiro, do vidro da porta traseira direita e em amassados profundos no capô, no teto e em outras regiões da lataria.

Histórico de ameaças e temor

A investigação aponta que o conflito entre os vizinhos não é isolado e possui antecedentes documentados na segurança pública. A vítima informou aos policiais que já havia formalizado uma denúncia de ameaça contra o suspeito em 4 de agosto deste ano.

Durante o atendimento da ocorrência, a mulher enfatizou que teme constantemente pela própria segurança e pela integridade física de seus familiares. A proximidade residencial com o suspeito agrava a situação de vulnerabilidade relatada à corporação policial.

Abordagem policial e justificativa

Os policiais militares realizaram a abordagem do suspeito ainda nas proximidades do local do crime. Durante a entrevista com a equipe de segurança, o homem confessou a autoria dos danos materiais causados ao veículo da vizinha.

O suspeito alegou aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica, especificamente vodka, e justificou que os atos de vandalismo ocorreram sob efeito do álcool. Após a confissão e a constrição dos danos, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia competente para o registro do flagrante.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil para a formalização do inquérito e adoção das medidas penais cabíveis em relação aos crimes de dano qualificado e ameaça.

Por Rafael Dumas, direto da redação