Em destaque hoje na região de Bonito, uma jaguatirica adulta do sexo masculino morreu atropelada na rodovia MS-382. O caso ocorreu nesta segunda-feira, nas proximidades da ponte sobre o Córrego Seco.

O felino foi localizado sem vida sobre a faixa amarela que divide a pista de rolamento, apresentando ferimentos graves na cabeça. O registro foi feito pela guia de turismo Yolanda Prantl Mangieri, moradora das imediações, que encontrou o animal após o impacto.

A testemunha relatou ter ouvido o som característico da colisão, embora não tenha visto o veículo no instante do atropelamento. A residência onde ela vive fica situada a cerca de 300 metros da placa indicativa da ponte.

A rodovia MS-382 é amplamente utilizada por trabalhadores rurais, moradores da zona rural e turistas que visitam Bonito, um dos principais polos de ecoturismo do estado de Mato Grosso do Sul. Com o fluxo constante de veículos, o trecho tem registrado episódios recorrentes de atropelamento de fauna desde a pavimentação e inauguração da estrada, há aproximadamente dois anos.

Histórico de atropelamentos na pista

Conforme o relato da moradora Yolanda Mangieri, ao menos sete antas perderam a vida no mesmo trecho desde a abertura da rodovia. A estatística local também inclui a morte de um lobo-guará, três furões e uma irara.

Além dos mamíferos de médio e grande porte, a moradora aponta que dezenas de tatus, emas e seriemas foram atingidos por veículos na região do Córrego Seco. O problema afeta igualmente os animais domésticos das propriedades rurais localizadas nas margens da rodovia.

No dia 12 de outubro, uma semana antes da morte da jaguatirica, a cachorra da família de Yolanda foi atropelada e morreu na mesma estrada. A frequência das ocorrências levou os residentes a cobrarem providências das autoridades competentes.

Cobrança por segurança viária

Diante do cenário de perdas recorrentes de animais silvestres e domésticos, os moradores da área rural exigem a instalação de redutores de velocidade na MS-382. O objetivo é conter a circulação em alta velocidade e forçar a redução do ritmo dos motoristas que transitam pelo local.

Para a comunidade local, o fluxo intenso de automóveis e a falta de dispositivos físicos de controle de velocidade representam um risco contínuo para a fauna regional. A cobrança por sinalização ostensiva e lombadas físicas visa minimizar os impactos da via sobre o ecossistema local.

Da Redação