Pesquisa revela novas evidências sobre a necessidade de rigor na governança de instituições de saúde, enquanto a Justiça determinou o afastamento integral da diretoria corporativa e do conselho de administração da Santa Casa de Campo Grande.
A medida, expedida nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, alcança cerca de 20 diretores e conselheiros do hospital, além de uma supervisora, conforme apontam registros da investigação sobre desvios milionários de recursos.
A ordem judicial emana da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Segundo dados do processo judicial, a magistratura nomeou Luiz Alberto Hiroki Kanamura como gestor provisório para assumir o comando da unidade hospitalar inicialmente por 180 dias.
Impacto na governança e nomes envolvidos
A decisão proíbe expressamente que os integrantes da diretoria corporativa retornem aos cargos por meio de novas eleições. Conforme informações obtidas pelo portal g1, a lista de afastados compreende figuras centrais da administração da instituição filantrópica.
Entre os nomes atingidos pela medida estão Alir Terra Lima, diretora-presidente que já acumulava afastamento cautelar devido a prisão preventiva. A relação de afastados inclui ainda Heitor Miguel Scheibeler, presidente em exercício e conselheiro, e Ivan Araújo Brandão, vice-presidente e conselheiro.
Desdobramentos financeiros e administrativos
O escopo da decisão judicial atinge setores vitais para a operação do hospital campo-grandense. Segundo documentos analisados pelo g1, o afastamento recai sobre Valdir Osvaldo Junior, diretor-secretário e conselheiro, e Marcos Alceu da Silva Villalba, diretor de finanças.
A apuração também abrange Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de finanças adjunto e conselheiro, e Rinaldo Hakme Romano, diretor administrativo financeiro, ambos previamente afastados de forma cautelar por ordem de prisão preventiva. Completam a lista Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo também sob afastamento cautelar prévio, e João Nelson Lyrio, diretor financeiro adjunto e conselheiro.
Próximos passos da gestão provisória
A instituição declarou por meio de sua assessoria que não vai se manifestar sobre o caso neste momento. Enquanto isso, o gestor provisório nomeado pela Justiça assume a responsabilidade de estabilizar as operações e garantir a continuidade do atendimento à população.
As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes para apurar a extensão exata dos danos financeiros ao hospital. Novos desdobramentos sobre a gestão temporária devem ser divulgados à medida que o interventor avalie a situação administrativa da Santa Casa.
Por Maya Santos, direto da redação

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