Pesquisa revela novas evidências sobre a circulação do vírus da raiva em Campo Grande, que confirmou 14 exemplares de morcegos infectados em 2026, conforme dados divulgados pelo jornal A Crítica de Campo Grande.

Esse volume representa o maior patamar registrado no município em um período de cinco anos, superando os 11 casos contabilizados ao longo de todo o ano de 2025.

Enquanto a presença do patógeno é identificada nos animais silvestres, a cobertura vacinal de cães e gatos despencou para o menor índice do quinquênio, atingindo apenas 16,73% da meta estabelecida pela administração municipal. Até o momento, a campanha imunizou 53.961 animais de uma população estimada em 322.566 pets na capital sul-matogrossense.

Queda na cobertura

O acompanhamento histórico da Secretaria de Saúde aponta uma trajetória de retração na imunização de animais domésticos nos últimos três anos na cidade. A cobertura vacinal recuou de 34,43% no ano de 2024 para 21,24 em 2025, culminando no atual índice deficitário.

Especialistas em saúde pública destacam que a vacinação representa a principal barreira de proteção para impedir que o vírus circule entre animais de estimação e atinja a população humana. Morcegos infectados oferecem riscos diretos de transmissão caso ocorra contato físico direto com cães, gatos ou pessoas.

Histórico epidemiológico

Registros oficiais do município indicam que o último diagnóstico positivo de raiva em um cão na capital ocorreu em 2011, decorrente de contato com um morcego contaminado. Entre humanos, a última ocorrência confirmada da doença na cidade data do ano de 1968.

Para manter o controle epidemiológico, o Centro de Controle de Zoonoses e a Subsecretaria de Bem-Estar Animal mantêm a distribuição gratuita da vacina antirrábica de forma contínua durante todo o ano. A imunização é obrigatória para todos os pets a partir dos três meses de vida.

Prevenção e controle

Autoridades sanitárias reforçam protocolos de segurança para a população em caso de encontro com morcegos caídos, debilitados ou com hábitos atípicos durante o dia. A recomendação técnica consiste em não tocar no animal, isolar a área para afastar pessoas e pets, cobrir o bicho com um recipiente adequado e acionar imediatamente o serviço especializado do Centro de Controle de Zoonoses.

Por Maya Santos, direto da redação