O ciclo agrícola traz sinais de crescimento para a economia local de Campo Grande, enquanto a agenda cultural da capital sul-mato-grossense recebe a estreia do solo "Eu Vou Dançar Seu Ódio!" , criado pelo artista André Tristão. A montagem cruza teatro, dança e performance para investigar os impactos físicos e emocionais gerados por ataques virtuais.

Segundo informações divulgadas pelo portal A Crítica, o espetáculo terá sessões gratuitas na próxima terça-feira (22), às 15h e às 19h30, no Teatro Aracy Balabanian.

Uma terceira apresentação foi agendada para o dia 25 de setembro, às 19h, no SESC Teatro Prosa. O projeto transforma o fluxo de hostilidades recebidas na internet em matéria cênica e movimento corporal. Conforme dados do portal A Crítica, a dramaturgia parte de vivências cotidianas do próprio criador para discutir temas sensíveis como homofobia, gordofobia e sorofobia.

Memória e autoficção no palco

A encenação articula elementos de autoficção, memória, palavra, música e recursos audiovisuais. O artista aborda sua própria trajetória pública e pessoal ao longo da apresentação. De acordo com o portal A Crítica, Tristão vive com HIV e mantém carga viral indetectável há mais de dez anos, integrando essa realidade ao roteiro do espetáculo.

A proposta central consiste em manipular a violência verbal acumulada nas redes sociais para convertê-la em arte e possibilidade de encontro. O material apurado pelo portal A Crítica detalha que a pesquisa cênica investiga o registro deixado por ofensas e agressões na infância e nas relações familiares. A direção utiliza a fisicalidade para responder diretamente aos ataques direcionados ao intérprete.

Extensão do projeto e oficinas

O cronograma de apresentações em Campo Grande é acompanhado por atividades formativas voltadas ao público e a profissionais da cultura. O portal A Crítica informou que o projeto inclui a realização da oficina intitulada "O que o corpo faz com o ódio?", também ministrada por André Tristão.

A atividade prática busca aprofundar os debates levantados no palco e examinar mecanismos de expressão corporal diante de contextos hostiles. O desdobramento prático amplia o alcance da circulação artística pelos espaços culturais da capital, conectando a produção cênica aos debates correntes sobre direitos e convivência social na região.

Por Bia Fernandes, direto da redação