O ciclo agrícola traz sinais de crescimento para a pecuária de Corumbá, que mantém a segunda colocação no ranking nacional de rebanhos bovinos com aproximadamente 2,2 milhões de cabeças. O dado faz parte da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Esse volume expressivo de animais representa uma proporção de cerca de 23 bovinos para cada habitante do município. A população local é estimada em pouco mais de 96 mil pessoas, segundo o órgão estatístico.
Panorama nacional
O contingente corumbaense equivale a cerca de um em cada cem bovinos presentes em todo o território nacional. A liderança isolada do ranking municipal pertence a São Félix do Xingu, no Pará, que registra aproximadamente 2,7 milhões de animais.
Logo atrás de Corumbá aparecem Porto Velho, em Rondônia, com 1,7 milhão de cabeças, e Cáceres, em Mato Grosso, com 1,4 milhão. O município paraense de Marabá completa a relação dos principais rebanhos municipais com 1,3 milhão de bovinos.
No recorte estadual, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição na pecuária nacional, contabilizando cerca de 17,9 milhões de bovinos. O montante sul-mato-grossense equivale a 7,7% de todo o rebanho brasileiro.
Concentração e mercado
O estado de Mato Grosso comanda a atividade pecuária no país, reunindo 31,6 milhões de animais. O Pará vem em segundo lugar com 25,6 milhões, seguido por Goiás, que registra 22,5 milhões, e Minas Gerais, com 22,1 milhões.
Estes cinco estados concentram 51,1% do total de bovinos do Brasil. A participação do setor movimenta a economia regional e impulsiona o mercado de insumos, a nutrição animal e a logística de transporte no campo.
Retração e abates
Apesar da relevância econômica de polos como Corumbá, o país encerrou o ano de 2025 com queda no efetivo total de animais. O levantamento aponta 234,3 milhões de cabeças no Brasil, o que representa uma retração de 1,7% em comparação com o período anterior.
Trata-se do segundo recuo anual consecutivo e do menor rebanho nacional registrado desde 2022. A diminuição na quantidade de animais nos pastos ocorreu simultaneamente a marcas históricas na cadeia produtiva da carne.
Conforme os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abate de bovinos e as exportações de carne in natura atingiram patamares recordes. O volume de animais abatidos sob inspeção sanitária alcançou 43 milhões de cabeças ao longo de 2025, o maior resultado já documentado pela Pesquisa Trimestral do Abate de Animais.
Por Bia Fernandes, direto da redação


