O ciclo agrícola traz sinais de crescimento para a economia sul-mato-grossense com a expansão do fluxo de passageiros no interior e novas diretrizes para a mobilidade urbana na capital. Segundo dados divulgados pelo jornal A Crítica de Campo Grande, o Aeroporto de Bonito registrou 32.

582 desembarques no acumulado de janeiro a agosto, o que representa um salto de 50,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume de passageiros que pousaram no principal polo de ecoturismo do Estado equivale a 1,3 vez a população total do município. Esse movimento reflete diretamente no mercado de serviços, na hotelaria e no escoamento indireto da produção regional ligada ao turismo rural e de negócios.

Novas regras para o transporte urbano

Enquanto o interior celebra o avanço no fluxo aéreo, a Prefeitura de Campo Grande formalizou mudanças estruturais no setor de transporte urbano durante evento realizado no teatro Octávio Guizzo, no Paço Municipal. A prefeita Adriane Lopes assinou decretos elaborados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para atualizar a legislação do serviço de táxis.

A principal inovação regulatória é a permissão para que caminhonetes passem a integrar a frota de táxis da capital. A medida atende a parâmetros específicos estipulados pela Agetran e busca diversificar a oferta de veículos para atender a demandas logísticas e de passageiros na região urbana.

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, as alterações modernizam a classe trabalhadora e ampliam a qualidade do atendimento à população. O pacote normativo também institui a categoria executiva, conhecida como táxi black, voltada a veículos de alto padrão e atendimento personalizado.

Circulação e prazos

Outro ponto de destaque na nova regulamentação é a liberação definitiva para que os taxistas utilizem as faixas exclusivas destinadas ao transporte público coletivo. A medida corrige conflitos anteriores na capital, onde o tráfego nesses corredores gerava autuações aos motoristas profissionais.

A alteração na norma municipal afeta diretamente os custos operacionais da categoria ao evitar multas em vias de grande circulação. Além disso, o pacote prorroga por seis meses o prazo limite para a substituição de veículos da frota que atingiriam a idade máxima permitida em 2026.

As medidas locais posicionam o mercado de transporte da capital em sintonia com alterações na legislação federal do setor. A prefeita Adriane Lopes destacou que a regulamentação é resultado de estudos prolongados para garantir segurança jurídica aos profissionais e eficiência aos usuários.

Impacto na economia regional

A movimentação nos terminais de transporte e a modernização da frota urbana evidenciam a integração entre os setores produtivos e a prestação de serviços no Estado. Com o avanço de 50,7% nos desembarques em Bonito e a reestruturação da Agetran em Campo Grande, o mercado regional absorve investimentos e demanda maior eficiência logística.

As normativas municipais entram em vigor com prazos definidos para a homologação dos novos modelos de veículos, incluindo as caminhonetes e os carros da categoria executiva. Os desdobramentos dessas regras serão acompanhados pelas entidades representativas do setor nos próximos meses para avaliar o impacto na tarifa e na competitividade do serviço.

Por Bia Fernandes, direto da redação