O ciclo agrícola traz sinais de crescimento para a economia regional, enquanto a agenda cultural de Campo Grande recebe nesta terça-feira (22) a estreia do espetáculo solo "Eu Vou Dançar Seu Ódio!" A montagem, criada pelo artista sul-mato-grossense André Tristão, utiliza comentários e agressões verbais coletados em redes sociais como matéria-prima para a construção cênica.

Segundo informações divulgadas pelo g1 MS, a iniciativa propõe uma leitura crítica sobre as formas de violência que atravessham o cotidiano e a memória.

A obra integra teatro, dança, performance e recursos audiovisuais para estruturar uma narrativa baseada na autoficção. Conforme detalhado pela reportagem do portal de notícias, o roteiro aborda temas sensíveis como homofobia, gordofobia e sorofobia, além de explorar vivências ligadas à infância e às relações familiares.

Trajetória e vivência pessoal no palco

O processo criativo do espetáculo reflete diretamente a trajetória pessoal do autor, que convive com o HIV e mantém carga viral indetectável há mais de uma década. De acordo com o material apurado pelo g1 MS, o artista transformou essa experiência de mais de dez anos em uma ferramenta de expressão cênica e resistência política.

As apresentações ocorrem em sessões gratuitas abertas ao público na capital sul-mato-grossense, com agendas programadas para esta terça-feira (22) e para a próxima sexta-feira (25). A programação da temporada também contempla uma oficina artística gratuita no dia 26 de setembro, ampliando o acesso da comunidade local aos processos de formação cultural.

Impacto na economia e circulação cultural

A circulação de produções artísticas independentes movimenta a cadeia de serviços em Campo Grande, gerando demanda por transporte, hospedagem e alimentação na região central. Iniciativas culturais viabilizadas por editais públicos ou parcerias estimulam o mercado de trabalho para profissionais técnicos, iluminadores, operadores de som e produtores locais.

A articulação entre artistas e espaços culturais independentes fortalece o circuito econômico da cidade, atraindo público para centros culturais e estimulando o consumo no comércio do entorno. O desdobramento prático dessa temporada inclui a capacitação de novos agentes culturais por meio da oficina prevista para o final de semana, consolidando o impacto formativo do projeto na comunidade.

Por Bia Fernandes, direto da redação